“Coronelismo”,“coronelismo eletrônico”, clientelismo e “clientelismo eletrônico”: apontamentos para um debate

 

Resumo : Problematização conceitual acerca das definições de “coronelismo”, “coronelismo eletrônico” e clientelismo. Historia a criação e uso do termo a partir de Victor Nunes Leal e sua utilização trazida à reflexão das políticas de comunicação, especialmente na área de mídia eletrônica de televisão. Demonstra a trajetória conceitual dos três termos e como eles relacionam-se com a realidade sócio-econômico-brasileira, evidenciando a superação de “coronelismo” como categoria, a ascensão do clientelismo e problematiza o uso do termo “coronelismo eletrônico”, a partir dos elementos trabalhados acerca dos conceitos trazidos ao debate no campo da reflexão da comunicação.
A reflexão pioneira sobre as relações de domínio instaladas no Brasil a partir da configuração das forças políticas no município, seus vínculos com apropriedade da terra e o aparelho do Estado foi a principal contribuição de Victor Nunes Leal à compreensão da formação social brasileira.
O termo “Coronel”, incorporado à nossa língua portuguesa, trata-se de um vocábulo cujo sentido consolidou-se como expressão de liderança política.Temos, então, que a origem do vocábulo “coronelismo”, decorre de “brasileirismo” remoto aos autênticos ou falsos “coronéis” da extinta Guarda Nacional, criada em 18 de agosto de 1831 e que, “durante quase um século, em cada um dos nossos municípios existia um regimento da Guarda Nacional”(MAGALHAES apud LEAL, 1978, p. 21), cujo posto de comando, o de “coronel”, era dado ao chefe político local, “[…] os mais opulentos fazendeiros ou os comerciantes e industriais mais abastados” (MAGALHAES apud LEAL, 1978, p. 21) . A partir desse sentido, “o tratamento de coronel‟ começou desde logo a ser dado pelos sertanejos a todo e qualquer chefe político, a todo e qualquer potentado” (MAGALHAES apud LEAL, 1978, p. 19) .Os coronéis dominando a partir de suas fazendas, geralmente auxiliados pelos padres, farmacêuticos, comerciantes e, também, pelo genro-doutor – a fachada moderna do coronelismo como força política (FREIRE apud LEAL, 1978, p. 22) .Para Leal (1978), o “coronelismo” é mais que a sobrevivência do poder privado, hipertrofiado e fenômeno típico do Brasil Colônia. É a manifestação desse poder privado sob bases representativas extensas do regime político. Um regime representativo sobreposto a uma estrutura social e econômica inadequada.

Assim, a principal característica do “coronelismo” é ser, sobretudo, “um compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras […]” (LEAL, 1978, p. 20). Dessa característica fundamental, anota Victor Nunes Leal (1978), resultam características secundárias como “mandonismo”, “filhotismo”, o falseamento do voto, a desorganização dos serviços locais .
Assim, continua Leal, “o coronelismo‟ assenta, pois, em duas fraquezas: fraqueza do dono de terras, que se ilude com o prestígio do poder, obtido à custa da submissão política; fraqueza desampara e desiludida dos seres quase sub-humanos que arrastam a existência no trato das suas propriedades.” (LEAL, 1978, p. 56). É a par dessa elaboração, que Barbosa Lima Sobrinho fornece uma atualíssima reflexão sobre as possíveis formas de continuidade do “coronelismo”.Escreve ele:
“Victor Nunes Leal tem razão, quando observa que o “Coronelismo‟ corresponde a uma quadra da evolução de nosso povo”. E uma quadra, que por isso mesmo, nunca se reproduz ou se repete, só se pode encontrar bem refletida na velocidade dos instantâneos. […]”O “Coronelismo”, em 1975, não será a mesma cousa que o de 1949. Dia a dia o fenômeno social se transforma, numa evolução natural, em que há que considerar a expansão do Urbanismo, que liberta massas rurais vindas do campo, além de modificações profundas nos meio de comunicação. A faixa do prestígio e da influência do “Coronel” vai minguando, pela presença de outras forças, em torno das quais se vão estruturando novas lideranças, em torno de profissões liberais, de indústrias ou de comércios venturosos. O que não quer dizer que tenha acabado o “Coronelismo”. Foi, de fato, recuando e cedendo terreno a essas novas lideranças. Mas a do “Coronel” continua, apoiada aos mesmos fatores que a criaram ou produziram. Que importa que o “Coronel” tenha passado a Doutor? Ou que a fazenda se tenha transformado em fábrica? […] A realidade subjacente não se altera, nas áreas a que ficou confinada. O fenômeno do “Coronelismo” persiste, até mesmo como reflexo de uma situação de distribuição de renda, em que a condição econômica dos proletários mal chega a distinguir-se de miséria. O desamparo em que vive o Cidadão, privado de todos os direitos e de todas as garantias, concorre para a continuação do “Coronel”, arvorado em protetor ou defensor natural de um homem sem direitos. (Barbosa Lima Sobrinho in LEAL, 1978, p. XV – grifos nossos).
Eis os elementos para um ponto de partida para a reflexão sobre o “coronelismo”: a dinamicidade do processo social, a decadência do fenômeno em seus aspectos originais, embora se mantenham os fatores que o condicionaram. Assim,“continua pois,o “Coronelismo‟, sobre novas bases, numa evolução natural,condicionada pelos diversos fatores que determinam o seu poder ou a sua autoridade”, conclui Barbosa Lima Sobrinho (in LEAL, 1978, p. XVI).
Não por outro motivo, tornou-se tão imediata a assimilação desse conceito à realidade do controle da mídia no Brasil – onde teríamos uma espécie de “coronelismo eletrônico”. Termo pelo qual se busca identificar a concentração da propriedade dos veículos de comunicação com a propriedade da terra no Brasil, cuja posse se concentra em poucos e que, na História do Brasil, significou também concentração de poder político nas mãos dos chamados “coronéis”. Para o campo, a necessidade de uma reforma agrária. Para a comunicação, uma “reforma agrária” do ar – a que passa pela democratização nos critérios de concessão de canais de rádio e TV. Conceito consolidado na reflexão teórica em exemplos como nesta elaboração de Santos e Capparelli (2005) acerca do controle sobre as emissoras de televisão:
Essa configuração política tem vital importância no cenário das comunicações dada a posição estratégica da televisão aberta como principal meio de informação do país e por ser um meio de recepção gratuita. Através dela os antigos coronéis políticos transformaram-se em coronéis eletrônicos, que, em lugar da propriedade rural, usam agora a propriedade de estações geradoras e retransmissoras como forma de extensão dos seus poderes (SANTOS, CAPPARELLI, 2005,p. 78).
Tal perspectiva decorre de muitos paralelos com a própria elaboração de Leal (1978) com a qual se pode relacionar a situação da mídia brasileira, a saber:
a) Os proprietários dos meios de comunicação, especialmente das emissoras de televisão são como os donos de terras, o “coronel” que retrata Leal: somente tidos como ricos frente à miséria do povo que controla;
b) Tal qual a propriedade da terra está nas mãos do tradicional “coronel”, elemento central da estrutura agrária concentrada, numa reflexão paralela, é tentador dizer o mesmo em relação às emissoras de radiodifusão no País. A influência dos donosda mídia na política local (e nacional) está diretamente relacionada à distribuição dasconcessões de rádio e televisão e da composição da classe detentora da mídia no Brasil;
c) Analogamente, é possível fazer um paralelo também com a situação da radiodifusão no País. A influência dos donos da mídia na política local (e nacional) está diretamente relacionada à distribuição das concessões de rádio e televisão e da composição da classe detentora da mídia no Brasil. Trata-se da concentração da mídia eletrônica;
d) e, sobretudo, também como “a falta de autonomia legal do município nunca chegou a ser sentida como problema crucial, porque sempre foi compensada com uma extensa autonomia extralegal, concedida pelo governo do Estado ao partido local de sua preferência” (LEAL, 1978, p. 255 – grifo nosso), a autonomia extralegal dos proprietários de televisão é claramente observável, seja nas trocas dos controles acionários das emissoras, muitas das vezes, à margem do Estado brasileiro, seja nos arrendamentos e vendas de espaços na grade de programação, o que carece de respaldo legal, afora o evidente uso político de tais emissoras.

Ocorre que, à luz de uma reflexão crítica rigorosa, as semelhanças param por aí. A partir das reflexões levantadas sobre o conceito, não devemos confundir realidade expressa pelo coronelismo (do século XIX) – e que se refere a outro sistema político nacional que existiu no País, que é datado historicamente – com a situação atual. Em consequência, o termo elaborado a partir de “coronelismo”, o “coronelismo eletrônico”, também não dá conta do que é a realidade contemporânea que busca retratar no âmbito das concessões dos canais de rádio e televisão: o processo de concentração da posse da mídia eletrônica, a partir dos anos 1990, em poder de poucos proprietários, geralmente políticos – os donos da mídia.
Estamos em bases mais acertadas se tratarmos de clientelismo aplicado à mídia eletrônica ou clientelismo eletrônico, uma melhor caracterização à realidade propriedade e uso dos meios eletrônicos em debate, dado que o clientelismo, de modo geral, indica um tipo de relação bilateral que envolve a troca de favor, benefícios, isenções, apoio político e votos. Perpassa toda a história política do país. O clientelismo eletrônico tem afinidade com o mandonismo, que expressa o exercício do poder por estruturas oligárquicas e personalizadas. O mandão – um potentado, chefe, ou “coronel” – é o indivíduo que, de posse do controle de recurso estratégico, a exemplo da propriedade da terra ou dos meios de comunicação, adquire certa pertença sobre a população do território sob seu domínio que a impede de exercer livremente a política e o comércio. Clientelismo, todavia, nada tem em comum com “coronelismo”.
O clientelismo pode mudar de parceiros, aumentar ou diminuir ao longo da história. “Nesse sentido, é possível mesmo dizer que o clientelismo se ampliou com o fim do coronelismo e que ele aumenta com o decréscimo do mandonismo”(CARVALHO, 1997, p. 233).
A realidade mostrou uma enorme capacidade adaptativa dos donos das terras. Não só se mantiveram como passaram a ocupar posições estratégicas no centro das decisões políticas do Estado brasileiro. Abriu-se mão da velha figura do “coronel”. Preservou-se sua antiga influência no aparelho estatal.
A emergência da televisão e da mídia não neutralizou tal processo. Ao contrário, expressou-se tão parecido a ele que até a maneira de ser estudada despertou observações mais influenciadas pelas categorias trazidas ao estudo original do município e sua relação com o domínio político via “coronelismo”.
Mas o “coronelismo eletrônico” trata-se de um equívoco teórico. O clientelismo, e sua versão midiática quanto à posse dos veículos de comunicação, especialmente da televisão, emerge como categoria que melhor demonstra a formação social brasileira, notadamente no campo da mídia, como buscamos demonstrar aqui. Que a emergência das novas mídias contribua para reversão desse quadro. O que, infelizmente não ocorreu com a chegada do rádio e da televisão nos rincões brasileiros, como acreditavam Victor Nunes Leal e Barbosa Lima Sobrinho.

Fonte : http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2017/resumos/R57-2072-1.pdf

A transição do nazismo de Hitler que persiste na sociedade atual

O nazismo foi uma ideologia que erradicou pela Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Acreditavam que o povo precisava de um líder forte para comandar o país. Estabeleciam uma hierarquia entre as raças e acreditavam que os alemães eram superiores a qualquer outra raça. Os africanos, ciganos, judeus e homossexuais eram os mais discriminados, sendo chamados pelos nazistas como “raças inferiores”. Enquanto estavam no poder exterminaram os membros desses grupos.

Subjugados e humilhados no pós guerra, o povo alemão sofreu com as dificuldades políticas, econômicas e sociais e culpavam o governo por tal situação.

Com isso, surgiu o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Partido Nazista.

Em 1919, aproveitando-se da situação instável do país os nazistas tomaram o poder e governaram entre 1933 e 1945.

Fazendo com que a população acreditasse que a Alemanha decairia dia após dia, Hitler usou de seu  partido para impor o medo e do nacionalismo como uma forma para se acenderem e permanecerem no poder.

TRECHO DO PRIMEIRO DISCURSO DE HITLER

“Com o declínio da diplomacia estrangeira  a decadência do poder político iniciou -se o colapso interno , a dissolução de nossa instituições nacionais ,a decadência e corrupção em nossa administração e assim ,começou o declínio de nossa nação . Tudo isso foi trazido, tudo foi causado por homens em novembro de 1918.”

Os alemães sabiam e aplaudiam as atrocidades cometidas pelo nazismo. De acordo com Robert Gellately, Hitler não só divulgou abertamente as ações do governo, que assumira em agosto de 1934, como também conquistou amplo apoio popular para colocá-las em prática.

TRECHO DE UM DISCURSO DE HITLER :

“Se o judaísmo imagina que por acaso ele -pode trazer o mundo internacional a uma guerra mundial para o extermínio das raças Europeias ,o resultado não será o extermínio da raça Europeia,mas o extermínio dos Judeus na Europa .”

Há uma confusão muito grande em relação ao uso dos termos nazismo e fascismo que frequentemente são usados como semelhantes. O professor de história do IFMG Campus Ouro Preto ,Guilherme Maciel, explica a relação entre esses dois termos.

TRECHO DA ENTREVISTA COM PROFESSOR GUILHERME (FASCISMO X NAZISMO)

“Essas ideologias que normalmente são tratadas como um período isolado que ficou perdidos na história, está muito mais próximo de nossa realidade do que imaginamos. Temos como exemplo o Trump, atual presidente dos Estados Unidos que tem políticas e discursos que podem ser tranquilamente comparados com o discurso nazista,tendo como o maior exemplo, a política do “America first”.”

TRECHO DE UM DISCURSO DE TRUMP : ÓDIO AO MÉXICO

“Quando o méxico envias as pessoas, eles não estão mandando os melhores .Não estão mandando você ,ou você. Estão mandando pessoas com muito problemas,eles estão trazendo problemas para nós. Estão trazendo drogas, crimes ,eles são estupradores. E alguns, eu acho, são pessoas boas.”

Fonte : https://www.youtube.com/watch?v=5UZkXIXlELc

 

Atropelados pelo Progresso

A estrada da Modernidade está repleta de cadáveres atropelados pelo Progresso. A modernização exige o confinamento e extermínio daqueles que estão no lugar errado e na hora errada – judeus, drogados, alcoólatras, pobres, homo afetivos, desempregados etc. Estes serão sempre os inimigos ou o bode expiatório da vez para que ocorra guerra e destruição.

Limpeza, higienização social, urbanização e arquiteturas monumentais, são etapas desse embelezamento do mundo baseado na destruição, desintegração e aniquilamento de tudo aquilo que é “velho”, “passado” e, por isso mesmo, suspeitos de doenças e vícios.

A barbaridade de Estado da atual operação na Cracolândia e o programa Cidade Linda é mais uma evidência da força do legado místico da arquitetura da destruição e o “princípio das ruínas” de Hitler e Speer que continuam inspirando gerações – um velho princípio agora mascarado por modernos eufemismos do jargão administrativo como “gestão”, “programa de metas”, “parcerias”, “índice de eficiência” etc. A tragédia se repetindo como farsa.

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Essa barbaridade de Estado é ainda mais perniciosa do que a ação direta dos famigerados neonazistas: esses pelo menos são mais identificáveis com o seu discurso estereotipado e sua violência ritualizada que tenta emular as ações da SS e SA da velha Alemanha nazista.

Não é à toa que no filme “Ele Está de Volta” (mockumentary em humor negro que mostra o que aconteceria se Hitler reaparecesse no século XXI graças a uma anomalia temporal), Hitler vê os neonazistas na Alemanha e os chama de “fracotes” devido a forma que usam para expor sua ideologia.

Podemos então, fazer uma comparação à esse momento atual vivido no país, com o documentário “Arquitetura da Destruição (1989)” no sentido de que, tudo que foi mostrado nesse documentário está se repetindo na atualidade de forma mascarada, através destes projetos de “modernização”, “Cidade Linda”, etc. Estas e outras operações de guerra contra às drogas, muitas vezes escondem uma real arquitetura da destruição contra aqueles que a classe alta acha inferior e que sujam a sociedade.

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Undergångens arkitektur– Arquitetura da Destruição (BR);
Dirigido por: Peter Cohen (1989)

Certamente são os gestores, CEOs (Diretores Executivos) de empresas e toda a gama de tecnocratas, sanitaristas e urbanistas os que melhor compreenderam o essencial dos princípios que marcaram o século XX, criado por um arco formado desde os futuristas na Arte, passando pelos nazifascistas na Política até chegarmos aos neoliberais na Economia.

Grupos neonazistas são apenas “fracotes”. Os mais perigosos mesmo são os chamados “gestores” nos governos e corporações: sob o eufemístico jargão da moderna gestão, escondem o fascínio pela arquitetura da destruição e o princípio das ruínas.

 DICA: Se você ainda não teve a oportunidade de assistir ao filme “Er Ist Wieder Da – Ele Está de Volta (2015)” assista, pois é um filme muito bom que conta de forma cômica, como seria se o Adolf Hitler estivesse no mundo atual.

 

Fonte: http://cinegnose.blogspot.com.br/2017/05/a-cracolandia-e-o-documentario.html.

Agricultores desaparecidos no período entre guerras são encontrados congelados após 75 anos.

Naquela época, era muito comum a agricultura entre os povos em terrenos remotos devido à devastação econômica ocorrida anteriormente. Trazida pela guerra, essa instabilidade “obrigava” os camponeses a trabalharem em suas próprias terras para evitar grandes deslocamentos (para as grandes cidades) e garantir o auto sustento. Um casal que saía para retirar o leite de suas vacas como de costume naquela região durante o período entre guerras, não teve tanta sorte naquele dia, pois caiu dentro de uma vala entre as geleiras e acabou não sobrevivendo.

 

Segue o link da matéria completa no site SWI – swissinfo.ch: https://www.swissinfo.ch/por/economia/descoberta-glacial_corpos-mumificados-encontrados-em-geleira-su%C3%AD%C3%A7a/43342488

7 fotos marcantes de Lênin e a Revolução Russa

Tudo começou no início do século XX, quando a Rússia, ainda com sua economia baseada no setor agrário, viveu um dos piores momentos de sua história: uma miséria extrema, uma vez que o czar governava de forma absolutista, detinha todo o controle sobre a produção e os impostos. Ao entrar na Primeira Guerra Mundial, sem auxílio algum e uma fraca força militar, a oposição ao regime czarista originou uma guerra civil, que fez a Rússia se retirar do conflito em 1917. Liderados por Lênin, o povo russo foi às ruas para derrubar o czar e implantar o socialismo sob controle do partido bolchevique, nos vários setores do país. Deste conflito resultou a criação da União Soviética que se manteve até o ano de 1991.

Figura 1: Lênin em discurso

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Figura 2: Lênin em discurso público

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Figura 3: Uma das mais famosas imagens de Lênin

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Figura 4: Lênin varrendo a monarquia e a burguesia da Rússia

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Figura 5: Civis em suas determinadas posições

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Figura 6: O Domingo Sangrento

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Figura 7: Simbólico cartaz da revolução

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Fonte: https://cabanadeinverno.wordpress.com/2013/03/15/algumas-fotos-e-imagens-marcantes-de-lenin-e-da-revolucao-russa/

O que não te contaram sobre a 1º guerra Mundial a gente te conta aqui!

Dentro do conceito de história muitas pessoas estudam apenas relatos e registros deixados pelos que viveram naquela época, porém isso não é tudo e acontece bastante coisas legais que muitos não sabem, e a gente vai te mostrar!

1-O conflito é o sexto com o maior número de mortes na História;

2-A Gripe Espanhola foi a responsável pela morte de aproximadamente 1/3 de todos os militares que perderam suas vidas durante a guerra;

 

3- Cerca de 40 quilômetros de trincheiras foram construídos só no famoso “Frente Ocidental”, e muitas delas tinham nomes inspirados em endereços de verdade;

4- A expectativa de vida nas trincheiras era de aproximadamente seis semanas, sendo que os oficiais com menos patentes e os que carregavam as macas estavam entre os que se expunham mais aos riscos;

5-  Aproximadamente 6 mil homens morriam todos os dias durante a guerra;

6- Todas as semanas, aproximadamente 12 milhões de cartas eram entregues aos soldados;

7-A Primeira Guerra Mundial deu início ao desenvolvimento da cirurgia plástica, e os primeiros bancos de sangue também foram criados durante o conflito;

8-Oficialmente, os soldados britânicos tinham que ter 19 anos para servir ao exército. Contudo, estima-se que cerca de 250 mil garotos tenham mentido suas idades e o mais jovem soldado de que se tem notícia tinha apenas 12 anos;

9- Em dezembro de 1914, soldados da Força Expedicionária Britânica ouviram soldados alemães entrincheirados em Frelinghien, na França, cantando hinos natalinos e viram que os oficiais haviam colocado pequenas lanternas e árvores Natal ao longo das trincheiras. Os homens de ambos os exércitos começaram a trocar mensagens e, no dia seguinte, todos concordaram em declarar uma trégua informal, passando o dia na companhia uns dos outros;

10- Um dos conflitos mais sangrentos da História da Humanidade ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial. Conhecida como “Batalha de Somme”, ela resultou na morte de mais de 1 milhão de pessoas, e ocorreu durante um esforço dos britânicos em expulsar os soldados alemães de suas trincheiras;

Fontes: http://m.megacurioso.com.br/guerras/45079-100-anos-da-primeira-guerra-mundial-20-curiosidades-que-voce-precisa-saber.htm

1º GUERRA MUNDIAL: CONTEXTO HISTÓRICO E POTÊNCIAS ENVOLVIDAS

Com a chegada do capitalismo industrial, que se deu por conta da revolução industrial, os países europeus durante a segunda metade do séc XVIII e todo o séc XIX, passaram por grandes transformações.  Existiam grandes diferenças entre os países devido à industrialização e consequentemente disputas por mercados e capitais. Em resumo, o capitalismo fez com os países tivessem uma rivalidade grande, o que consequentemente se tornariam conflitos.

As potências:

– Inglaterra:

A Inglaterra se encontrava em uma época de glória. Tinha iniciado a revolução industrial por volta do final do séc XVIII, que contava com máquinas à vapor para a indústria têxtil. Essa mudança fez com que a população dos campos viesse a morar na cidade por falta de emprego, já que os campos foram fechados. A Inglaterra possuía um grande mercado interno e um importante mercado ultramarino. Porém se preocupou com as potências que estavam crescendo, principalmente a Alemanha, que colocava limites à expansão britânica.

– Alemanha:

A Alemanha é um país que se tronou potência muito rapidamente. Sua industrialização foi de base pesada, com uma tecnologia bem avançada. O estado alemão apoiava os grandes proprietários de terra, o que favorecia a relação entre proprietários e bancos. A construção de rodovias de ferro também ajudou no desenvolvimento da industrialização no país. O processo de industrialização na Alemanha teve um planejamento muito cuidadoso. O estado desde cedo investiu em educação. Ele incentivava e patrocinava o ensino técnico e cientifico direcionado a industrialização para possuir uma nova geração preparada para acabar com a inferioridade alemã na indústria.

– França:

A França era uma outra potência. A França tinha uma economia ainda dominada pelo setor agrário, a maior parte da população vivia nos campos e possuía um mercado interno pouco desenvolvido. Existiam poucas máquinas e os produtos ainda sofriam concorrência dos produtos ingleses.

Os franceses então se especializaram nos produtos de qualidade. Primeiro, porque a França naquela época era sinônimo de beleza e juntamente com apoio do estado e do capital inglês fortaleceu seu mercado interno. Com tudo, a França ainda estava atrasada se comparando aos outros países como Inglaterra e Alemanha. Alguns historiadores dizem que a França teve uma menor ruptura social, como por exemplo, a sua população que era maioria camponesa.

– Rússia

Sua força não estava na indústria. Havia um setor industrial eficiente, que ficava numa ilha, de camponeses. O processo de industrialização na Rússia era totalmente dependente do capital estrangeiro. A Rússia era a maior potência europeia em número de pessoas, possuía um exército grande e autoritário, que podia conter todas as revoltas dos trabalhadores, que por causa da extremidade que existia entre tecnologia de ponta e a miséria.

O Coração das Trevas

O livro se analisa dos imaginários aos mitos e representações da África e dos africanos consolidados pelo neocolonialismo europeu no continente africano durante o século XIX. O Coração das Trevas é uma novela, pouco mais de 100 páginas em média, na qual a impressão é a de que a obra saltou para o papel em sua forma final,é o típico clássico mais citado e admirado do que propriamente lido. Seu autor, Joseph Conrad, é considerado um dos grandes estilistas da prosa inglesa, o que por si só dá a medida de seu gênio: polonês, só aprendeu o inglês depois dos 20 anos quando decidiu continuar sua carreira de marinheiro na Inglaterra, ele retrata sua experiência de vida. Em 1890, Conrad passou seis meses na África como empregado da ‘Sociedade Anônima Belga para Serviço no Alto Congo’. Inicialmente contratado para descarregar mercadorias nos portos ao longo da costa acabou comandando um vapor fluvial.O estado de coisas narrado por Conrad no livro vai muito além da denuncia da rapinagem e maldade institucionalizadas e avalizadas como filantropia por governos e bons burgueses europeus. Ele aponta uma lupa darwiniana sobre o homem branco e civilizado e o que ela revela é um aleijão em sua alma. Aleijão que longe dos escritórios e salões, longe “do policial e do açougueiro” da esquina se mostra sem disfarces.

Imagem relacionada

 

Trecho  da obra literária:

“O curso do rio se abria diante de nós e depois se fechava à nossa passagem,
como se a floresta cerrasse fileiras calmamente sobre as águas para barrar o nosso
caminho de volta. Penetrávamos mais e mais fundo no coração das trevas. E o
silêncio ali era imenso. À noite, vez por outra, o toque dos tambores ocultos pela
cortina de árvores se estendia rio acima e permanecia debilmente suspenso, como
que pairando no ar sobre as nossas cabeças, até o raiar do dia. Se significava
guerra, paz ou oração, não tínhamos como saber. Pouco antes da aurora, baixava
uma fria quietude; os lenhadores dormiam, suas fogueiras ardiam muito fracas;
qualquer galho partido causava um sobressalto. Viajávamos pela Terra pré-
histórica, uma Terra que tinha o aspecto de um planeta desconhecido. Era possível
nos imaginarmos como os primeiros homens tomando posse de uma herança
maldita, uma herança que precisavam domar ao preço de uma angústia profunda e
de um labor infindável. Mas de tempos em tempos, quando fazíamos uma curva do
rio, percebíamos um vislumbre de uma paliçada de junco, tetos de palha em ponta,
uma irrupção de gritos, um redemoinho de membros negros, incontáveis mãos
batendo palmas, pés golpeando o chão, corpos em movimento, os olhos girando nas
órbitas, sob a cobertura de uma folhagem pesada e imóvel. O vapor avançava a
custo, bem devagar, ao longo das bordas de um frenesi negro e incompreensível. O
homem pré-histórico nos amaldiçoava, rezava para nós, dava-nos boas-vindas –
quem saberia dizer? A compreensão do que nos cercava fugia do nosso alcance;
avançávamos deslizando como fantasmas, admirados e intimamente assustados, a
reação de qualquer homem sensato diante de uma irrupção exaltada entre os
pacientes de um hospício. Não tínhamos como compreender porque havíamos ido
longe demais, e não tínhamos como recordar porque atravessávamos a noite das
primeiras eras, as eras que não nos deixaram sinal algum – e nenhuma memória.
A Terra era irreconhecível. Estamos acostumados a contemplar a forma
agrilhoada de um monstro vencido, mas ali – ali podíamos ver a monstruosidade à
solta. Não era uma coisa deste mundo, e os homens… Não, não eram desumanos.
Bem, vocês sabem, era isso o pior de tudo – essa desconfiança de que não fossem
desumanos. Era uma ideia que nos ocorria aos poucos. Eles berravam, saltavam,
rodopiavam e faziam caretas horríveis; mas o que mais impressionava era a simples
ideia de que eram dotados de uma humanidade – como a nossa – a ideia de nosso
parentesco remoto com toda aquela comoção selvagem e passional. Feia. Sim, era
muito feia; mas você, se for homem bastante reconhece intimamente no fundo de si
um vestígio ainda que tênue de resposta à terrível franqueza daquele som, uma
suspeita vaga de que haja ali um significado que você – você, tão distante da noite
das primeiras eras – talvez seja capaz de compreender. E por que não? O espírito
do homem tudo pode – porque tudo está contido nele, tanto a totalidade do passado
como o futuro inteiro”

CONRAD, Joseph. Coração das Trevas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. pp.58-59.

A passagem acima, extraída do romance evidencia a relação de fascínio/medo com a qual o protagonista e  narrador da trama, o inglês Charles Marlow – funcionário de uma companhia de comércio belga vendedora de marfim, contratado como capitão de um barco a vapor responsável por transportar marfim num rio africano
e incumbido da missão de resgatar o chefe de posto conhecido por Sr. Kurtz – refere-se ao mergulhar em sua viagem pelo coração sombrio da selva africana e das perversões mais profundas do projeto de exploração colonial europeu, entrando em contato com este “Novo Mundo” representado pelo continente africano. De um lado, um mundo misterioso, selvagem e assustador. Do outro, fascinante no seu aspecto abominável, no desespero que advém do inexplicável.

Documentário sobre o obra:  https://www.youtube.com/watch?v=1OOmk1c59u8

 

Conheça 10 fatos sobre a vida de Napoleão Bonaparte

Pode ser que você já tenha aprendido bastante sobre as conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa durante o século XIX. Mas, como não dá tempo de ver tudo na sala de aula, alguns itens dessa lista podem surpreender você. Separamos 10 fatos sobre a vida do imperador que talvez você ainda não conheça.

1 – Napoleão nasceu em 15 de agosto de 1769 e virou tenente já aos 16 anos. Tal precocidade se deve a sua exímia dedicação. Aos 15 anos, foi admitido como cadete na Escola Militar de Paris, onde se formaria artilheiro em tempo recorde – dez meses, quando o normal seriam três anos. Ele mergulhou com afinco nos estudos do Tratado de Matemática, do professor Bezout, um grande livro de quatro volumes, cujo conteúdo era a base do exame final para os aspirantes a oficial da artilharia. Resultado: em um ano Napoleão já vestia o uniforme de tenente do exército francês. Entenda a sua rápida ascensão.

2 – Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas.

3 – Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos, em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de transarem, ele fez um verdadeiro interrogatório com ela: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. O imperador deu o troco e virou um tremendo “pegador” depois. Saiba mais sobre a sua vida amorosa. 

4 – O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o papa causou a fúria de um dos maiores compositores de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como “Eroica” (“heroica”, em italiano). O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804. Para o músico, esse ato foi extremamente tirânico.

5 – O imperador da França era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O pior, no entanto, vinha à noite. De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato.

6 – Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão (Ed. Record), como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morar em Paris, barrou os casamentos entre raças e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, criou campos de concentração. Leia mais sobre essa visão de Napoleão. 

7 – Napoleão Bonaparte era conhecido como o “anticristo” pela rainha Maria I de Portugal (que também não tinha um apelido muito legal: “Maria Louca”). As terras lusitanas estavam no alvo do general para ampliar seu território conquistado. Ele estava tão certo da vitória que chegou a apontar governadores para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. Não foi o que rolou. Saiba mais sobre a fuga da família real para o Brasil. 

8 – Apenas 25 mil homens – os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques inimigos – conseguiram voltar da batalha de Napoleão na invasão de 1812 ao maior país do mundo. Para evitar o avanço de Bonaparte, os próprios russos botaram fogo em Moscou. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França. Na volta para casa, o frio de -32° C penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Saiba mais sobre a mais famosa das derrotas do francês. 

9 – Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos. Conheça as principais batalhas de Napoleão.

10 – Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena. De acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Mas ainda não foi dito ao certo qual teria sido a causa da morte.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/conheca-10-fatos-sobre-a-vida-de-napoleao-bonaparte/

O Guarani: aspecto nacionalista

                    O Nacionalismo é um conceito desenvolvido para a compreensão de um fenômeno típico do século XIX: a ascensão de um certo sentimento de pertencimento a uma cultura, a uma região, a uma língua e a um povo (ou, em alguns dos argumentos nacionalistas, a uma raça) específicos, tendo aparecido pela primeira vez na França comandada por Napoleão Bonaparte e nos Estados Unidos da América. Tal fenômeno passou a ser assimilado pelas forças políticas que haviam absorvido os ideais iluministas de rejeição do Antigo Regime absolutista e que procuravam a construção de um Estado nacional de viés democrático e constitucional, no qual seus membros fossem cidadãos, e não súditos do rei. O nacionalismo, desenvolvido no século XIX, compreendeu um conjunto de sentimentos, ideias e atitudes políticas que resultaram na formação dos Estados-nações contemporâneos.

                    O nacionalismo brasileiro expressa o sentimento de respeito, exaltação e admiração pela cultura brasileira, tendo em sua origem, a exaltação da figura do índio como herói nacional. Ao analisar a obra “O Guarani” de José de Alencar é possível identificar que o autor procura valorizar as belezas do território e dos índios, mostrando a realidade brasileira da época. O romance é um dos mais importantes representantes da primeira fase do modernismo brasileiro, identificada como fase indianista. A importância da obra se relaciona à expressão do nacionalismo romântico e à consolidação da figura do herói tipicamente brasileiro, incorporando a ele as características do cavaleiro medieval, mas expondo a ligação com a terra brasileira, suas belezas naturais, sua estreita relação com a fauna e da flora nacionais.

Referências: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/nacionalismo.htm

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/o-guarani-analise-da-obra-de-jose-de-alencar/