Os prós e contras da militarização da polícia no Brasil

Em nossa ultima aula , tivemos um debate bem produtivo, no qual o enfoque era sobre países em que a policia nada armada e outros em que ela não anda .E vimos que no Brasil a policia obteve a policia recebeu um treinamento militar do exercito , ou seja uma policia que foi basicamente preparada para guerras , mas na verdade lida com pessoas que precisam de outro tipo de preparo.

Temo índices altíssimos de mortes por despreparo da policia, onde policiais em suas rondas matam, por confundirem um bandido , por cor e preconceito.

“A militarização significa que a Polícia Militar é treinada para enfrentar um inimigo, uma batalha”, destacou o advogado Alexandre Ciconello.

 

Portanto não defendemos nenhum lado, mostramos apenas alguns dados interessantes se a desmilitarização acontecesse no Brasil também , e mostramos isso com alguns argumentos

A sociedade reclama do tratamento brutal da polícia, mas insiste em dar treinamento militar aos policiais, reforçando neles, a todo momento, os valores de disciplina e hierarquia, quando deveria ensiná-los a importância do respeito ao Direito e à cidadania. Se um policial militar foi condicionado a respeitar seus superiores sem contestá-los, como exigir dele que não prenda por “desacato à autoridade” um civil que “ousou” exigir seus direitos durante uma abordagem policial? Se queremos uma polícia que trate suspeitos e criminosos como cidadãos, é preciso que o policial também seja treinado e tratado como civil (que, ao pé da letra, significa justamente ser cidadão).

 

O treinamento militarizado da polícia brasileira se reflete em seu número de homicídios. A Polícia Militar de São Paulo mata quase nove vezes mais do que todas as polícias dos EUA, que são formadas exclusivamente por civis. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo divulgado em julho deste ano, “de 2006 a 2010, 2.262 pessoas foram mortas após supostos confrontos com PMs paulistas. Nos EUA, no mesmo período, conforme dados do FBI, foram 1.963 ‘homicídios justificados’, o equivalente às resistências seguidas de morte registradas no estado de São Paulo”.Neste estado, são 5,51 mortos pela polícia a cada 100 mil habitantes, enquanto o índice dos EUA é de 0,63 . Uma diferença bastante significativa, mas que, obviamente, não pode ser explicada exclusivamente pela militarização da nossa polícia. Não obstante outros fatores que precisam ser levados em conta, é certo, porém, que o treinamento e a filosofia militar da PM brasileira são responsáveis por boa parte desses homicídios.

 

As vantagens de uma polícia exclusivamente civil são muitas e, se somadas, a unificação das polícias ostensiva e investigativa em uma única corporação de ciclo completo só traz benefícios para os policiais, em termos de uma carreira mais atrativa, e aos cidadãos, com um policiamento único e mais funcional. No Brasil, tramita no Senado da República a Proposta de Emenda à Constituição nº 102/2011, de autoria do senador Blairo Maggi (PR/MT), que, se aprovada, permitirá aos estados unificarem suas polícias em uma única corporação civil de âmbito estadual, representando um avanço imensurável na política de segurança pública brasileira, além de uma melhor aplicação do dinheiro público, que não mais terá que sustentar duas infraestruturas policiais distintas e, algumas vezes, até mesmo concorrentes.

https://berakash.blogspot.com.br/2017/02/os-pros-e-contras-dos-especialistas.html

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Hollywood conta a história das mulheres negras que ajudaram o primeiro norte-americano a ir à Lua

 

x                                          A matemática Katherine Johnson na NASA.

Quando o presidente Barack Obama mencionou num discurso no ano passado que as mulheres negras haviam participado de todos os grandes momentos da história do seu país, a primeira coisa que veio à mente de muita gente foram os movimentos pelos direitos civis a igualdade salarial das mulheres e o sufrágio feminino. Poucos pensaram na chegada do homem à Lua. Mas é isso que o filmHidden Figures (figuras ocultas) pretende mostrar. Baseado no livro homônimo, o longa conta a história de três cientistas afro-americanas que trabalharam para o programa espacial da NASA nos anos cinquenta e sessenta.

Uma delas, a matemática Katherine Johnson, foi a responsável por calcular a trajetória da viagem que fez de Alan Shepard o primeiro norte-americano a viajar ao espaço, em 1961, e, um ano depois, da que levou John Glenn a ser o primeiro homem a entrar na órbita da Terra. Naquela década, Johnson também colaborou com as diversas missões Apollo que deixaram a pegada humana na Lua.

Johnson, junto com Mary Jackson e Dorothy Vaughan, pertencia ao grupo de matemáticas, apelidadas de computadores, especializadas em fazer os cálculos essenciais para todas as operações espaciais. Interpretadas respectivamente por Taraji P. Henson (ganhadora de um Globo de Ouro por sua atuação na série Empire), pela cantora Janelle Monáe e por Octavia Spencer (melhor atriz de 2012 por The Help), as cientistas podem entrar, décadas depois, em outra corrida: a do Oscar de 2017.

Protagonistas de um filme de Hollywood, as três matemáticas eram até agora apenas coadjuvantes nos livros de história. Johnson, 97 anos, aprendeu a ler aos 4 e com 15 entrou na universidade. Formou-se três anos depois, mas suas opções profissionais estavam limitadas pelas leis de segregação racial da época. “Na época eu só podia ser professora ou enfermeira”, recordou numa entrevista. Mas ela acabou superando todas as barreiras profissionais, raciais e de gênero que poderiam ter impedido seu avanço. Sua entrada na NASA coincidiu com a abertura da agência a postos de trabalho para mulheres, pela escassez de engenheiros após a Segunda Guerra Mundial.

“Sempre que temos uma oportunidade de progredir decidem mexer na linha de chegada”, diz no filme a personagem Mary Jackson, outra dos computadores. A trajetória das três mulheres é um relato do caminho percorrido desde então pelos EUA. Na Virgínia, onde ficava a sede da NASA, vigoravam as leis segregacionistas de Jim Crow. O filme recorda um incidente em que as três mulheres são paradas na estrada pela polícia quando iam para o trabalho, e o agente não acredita que a NASA contrate mulheres negras. Em outra, Johnson é confundida com a faxineira ao entrar na sala de engenheiros.

Jackson trabalhou inicialmente como matemática, mas depois atuou como engenheira aeroespacial, nas experiências com túnel de vento e simuladores de voo da NASA. Vaughan, outra professora de matemática que acabaria dirigindo a equipe, permaneceu na ativa até a década de 1970. Foi a supervisora que recomendou a Johnson que entrasse para a divisão aeroespacial.

As três representam a intercessão, num momento histórico para o seu país, dos movimentos pelos direitos civis das minorias raciais e pela igualdade das mulheres, no marco da Guerra Fria e da corrida espacial contra Moscou. Em 2015, Obama concedeu a Johnson a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração civil do país, destacando a contribuição de dezenas de mulheres que, como ela, ajudaram os Estados Unidos a vencerem o desafio de enviar ao primeiro ser humano ao espaço.

Referências:

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/09/ciencia/1473440241_066243.html

Com o perdão da palavra

Raphael Sales é cantautor de Contagem. Nascido em BH, mas criado na Cidade Industrial, iniciou sua trajetória na música autoral em 2006. De lá pra cá exerceu as profissões de vendedor, operário e professor de história. Atualmente trabalha com música e poesia na Rede de Saúde Mental de Belo Horizonte. Raphael Sales participa das bandas Batucanto e Pedra Púrpura e já realizou trabalhos na área do teatro, literatura e narração de histórias.

Durante a 11ª Semana de Cultura Afro-brasileira e Africana, Raphael fez uma apresentação, intitulada Com o perdão da palavra, com seu repertório de músicas que tratam de temas como sua infância, a vida de trabalhadores nas fábricas, de como é a vida de um negro, etc.

Em uma de suas composições, Raphael fala do sentimento de uma pessoa negra em relação à sociedade que o impede de fazer coisas normais em função da sua cor de pele. “Quebra o amuleto de marfim, dói Joga o meu corpo no cupim, dói Me bate por não rezar latim, dói ” é um trecho da música Escravo. Ele mostra como é impedido de de praticar sua crença e é punido por isso.

Raphael Sales

Referências: https://www.facebook.com/Raphael-Sales-788701861265641/

 

Campo da Ciência pós Guerra Fria

Havia uma expectativa de um processo de mudança em que pudesse formar os jovens,  preparando-os para a vida numa sociedade tecnológica, é o que vai ser de diferente em um mundo pós guerra mas sobretudo preparar bem aqueles que iriam para as universidades, e conquistando um modo em que não houve diferenças entre a educação secundária e a educação superior. Contudo, se entendia que, se até então pôde-se alimentar a ciência americana a partir da “importação de cérebros”, garantidos pelas guerras e perseguições que por sua vez politicas, sendo o Estados Unidos  o principal beneficiário, e ainda com o contexto da guerra fria e ainda na esteira do macarthismo (anos 1950 e 1960), tem-se que a América precisava produzir seus próprios cientistas, e que a ciência se tornasse um valor também cultuado pelo povo,assim como acontecia na
União Soviética. Os progressos científicos americanos dos anos 1960
e 1970, especialmente no que se convencionou chamar “corrida espacial”, teriam sido resultado dessas mudanças operadas e não diretamente na educação secundária que não teria dado tempo para causar tais consequência, a  legitimação, orientação da educação geral, de que devem ter-se beneficiado universidades, laboratórios e pesquisadores, e o próprio programa espacial que espalhou pela sociedade inteira.Uma vez que nos Estados Unidos, os setores público e privado têm uma certa integração,apesar do que se pensa por aqui, pois o setor público é um dos maiores consumidores de produtos do setor privado, de modo que os projetos estratégicos do governo influenciava nas  demandas
para o setor privado e esse demandava das universidades e centros de pesquisa respostas tecnológicas,criando-se um círculo virtuoso que se expandiu para toda sociedade. Tais conquistas tecnológicas, não só ampliou o grau de legitimação social para os programas do governo, como o “espacial”, como também as reformas educacionais, além de mudar totalmente o mercado de consumo interno dos EUA.

 

Referência bibliográfica:

https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/view/1841

Fatos impressionantes sobre a Guerra Fria

A Guerra Fria começou pouco após o término da Segunda Guerra Mundial e foi somente acabar em 1989, tendo como símbolo a queda do Muro de Berlim, entretanto, foram tantas pressões, intrigas e a iminência de uma guerra nuclear, que muitos fatos no mínimo curiosos surgiram.

O terceiro mundo

terceiro mundo

Essa expressão surgiu para designar os países que não estavam alinhados nem com os EUA e nem com a URSS; aqueles aliados aos EUA eram chamados de primeiro mundo, enquanto que os aliados à URSS, segundo mundo.

A bomba Tsar

bomba Tsar

Ela foi a maior ogiva nuclear já detonada quando foi explodida no Ártico, sua nuvem era tão grande que ultrapassou o Monte Everest sete vezes.

Quase guerra nuclear

Stanislav PEtrov

Que a Guerra fria teve diversos momentos que quase eclodiram em uma guerra nuclear, nós já sabemos, mas um deles chama a atenção: em 1983, um computador soviético detectou um ataque nuclear por parte dos EUA, entretanto, o Coronel Stanislav Petrov ignorou os dados emitidos pelo computador, ainda bem, pois isso evitou um holocausto nuclear, já que o computador havia sofrido uma falha no sistema e salvou milhares de vidas.

Cidades privadas

cidade privada

Na URSS, existiam diversas cidades proibidas para estrangeiros e até para cidadãos soviéticos, eram cidades exclusivas para uso militar. O curioso é que algumas delas ainda estão do mesmo jeito.

Tentativa de assassinato

Fidel

De acordo com Fabian Escalante, o segurança mais próximo de Fidel Castro, a CIA tentou matar o ditador de Cuba 638 vezes, para isso, utilizou até mesmo ajuda da máfia. Fidel até mesmo disse que se escapar dos assassinatos fosse um esporte olímpico ele teria ganho diversas medalhas de ouro.

Sirene de ataque aéreo

sirene

Como você deve ter imaginado, essas sirenes serviam para alertar sobre um ataque aéreo, até aí tudo bem, mas a maior delas tinha pouco mais de 3,5 metros e era tão poderosa que, segundo rumores, poderia transformar névoa em chuva.

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.acreditanisso.com.br/os-fatos-mais-impressionantes-da-guerra-fria

 

Resenha do documentário “Homo Sapiens 1900”

O documentário “Homo Sapiens 1900” é dirigido pelo sueco Peter Cohen. Ele aborda um tema polêmico: a eugenia usada com fins negativos e as teorias de limpeza racial que deram origem ao Nazismo. Cohen critica principalmente o Nazismo e o Stalinismo pelo uso negativo que fizeram da eugenia. Ambos os regimes recorreram à eugenia para criar um aperfeiçoamento da raça humana e criação de um novo homem. A Alemanha nazista buscava esse aperfeiçoamento na limpeza racial que passava pelo corpo, buscava a beleza e a perfeição física nos moldes que deveriam construir o super-homem ariano, nos quais foram retomados os conceitos gregos antigos de perfeição. Já na União Soviética stalinista, a eugenia tinha como alvo o cérebro e o intelecto, também com vistas à criação de um novo homem idealizado.
O documentário foi baseado em extensa pesquisa de fotos, entrevistas, documentos e cenas raras de arquivo. Cohen discute a utilização dos conceitos darwinistas – onde só os mais aptos sobrevivem – que são utilizados pelos fascistas para se justificarem das atrocidades cometidas pelos próprios como a manipulação biológica como arma para eliminar todos (judeus, ciganos, deficientes físicos e mentais, inclusive recém-nascidos) que não se adaptam ao padrão ideal fascista.
O filme mostra cenas em que recém-nascidos que não pertencem ao padrão exigido são abandonados à própria sorte. São mostradas também as casas em que os nazistas utilizavam não só para abrigar mulheres que dariam à luz a alemães puros como também um refúgio para que houvesse um cruzamento sexual para a reprodução de mais homens perfeitos, o que entrava em choque com o conceito de família que estava na base do regime. Além das instituições que na época funcionavam como “lar” para pessoas com deficiências físicas e ou mentais que acabavam morrendo misteriosamente por não corresponderem às expectativas do regime.

 

Getúlio Vargas por Santayana e Samuel Pinheiro e algumas fotos sobre a morte de Vargas

Campanha de Getúlio Vargas para as eleições presidenciais de 1950 no estado do Rio de Janeiro, entre 9 ago e 30 set 1950.
Campanha de Getúlio Vargas para as eleições presidenciais de 1950 no estado do Rio de Janeiro, entre 9 ago e 30 set 1950.

“58 anos sem Getúlio Vargas” foi o tema do programa Contracorrente, da TV Cidade Livre de Brasília, no qual o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães , ex-Ministro de Assuntos Estratégicos do Governo Lula e o Jornalista Mauro Santayanna refletiram sobre o papel histórico do mandatário que nos deixou num dia  24 de agosto.

Para Samuel Pinheiro Guimarães uma das provas de que houve permanentemente uma preocupação dos setores dominantes em desconstruir a imagem da popularidade de Vargas é a rara divulgação das fotos sobre a gigantesca marcha de milhões de brasileiros no Rio de Janeiro que levou o corpo do ex-mandatário do Palácio do Catete até o aeroporto Santos Dumont.

“Houve sempre uma conspiração dos segmentos oligárquicos da sociedade, entre eles os da mídia, para que fosse totalmente apagada e adulterada a imagem real de Vargas como um presidente apoiado fortemente pelas massas populares”declarou.

Santayanna,  que estava presente nesta  imensa manifestação relatou que os militares ligados à Aeronautica,  maior protagonista operativo da conspiração para derrubar Vargas,  atiraram diversas vezes contra a multidão para intimidá-la.

“Primeiro, eram tiros de festim, depois balas de verdade. Lembro que um trabalhador negro que caminhava ao meu lado, com a capa do jornal Última Hora no peito, levou um tiro e morreu na hora. Apesar disso, a marcha continuou, e o corpo  de Vargas  foi levado até o aeroporto para ser embarcado para São Borja” disse.

Milhões de brasileiros no cortejo fúnebre do corpo de Getúlio Vargas

Santayanna também revelou ao Programa Contracorrente que, no dia 12 de agosto, portanto 12 dias antes da morte de Vargas, o presidente foi a Belo Horizonte para inaugurar as instalações da Manesmann, oportunidade em que Juscelino Kubstchek,  então governador mineiro, e  Tancredo Neves, então Ministro da Justiça, tentaram propor a Getúlio uma manobra de resistência ao golpe de direita que já estava em marcha.

“JK e Tancredo propuseram a Vargas transferir a  capital para Belo Horizonte e a partir dali organizar uma resistência livre da pressão da República do Galeão, onde a Aeronáutica comandava articulações para exigir a deposição do presidente. JK  me confidenciou ter sentido Vargas já meio resignado e, aos 71 anos de idade,   sem disposição para uma luta de resistência”  relatou.

Certidão de óbito de Getulio Vargas emitida em 2 de fevereiro de 1965.  (CPDOC/GV rem.s. 1899.02.01) Obs de JuRicardo - certidão emitida em 1965? Não entendi...bem o site é da FGV...
Certidão de óbito de Getulio Vargas emitida em 2 de fevereiro de 1965. 
Adeus Getúlio
Jornal da época anunciando a Morte de Getúlio Vargas 

10 Curiosidades sobre Getúlio e o Estado Novo

1. Getúlio tinha 1,60 metro e detestava sua altura — por isso, os fotógrafos oficiais eram obrigados a usar um truque para tentar mostrá-lo maior do que era.

2. Antes de chegar à presidência, ele foi ministro da Fazenda de Washington Luís, presidente que o depôs e o mandou para o exílio.

3. Em 1934, circulava em Belo Horizonte a “Revista de Minas”. Quando chegou a notícia de que Getúlio havia escolhido Virgílio de Melo Franco para governador, os editores fizeram a seguinte chamada de capa: “Virgílio, o governador”. Na manhã da circulação, veio o desmentido. O indicado, na verdade, fora Benedito Valadares. A “Revista de Minas” não podia mais mudar a capa. Fizeram um carimbo enorme, na medida da manchete, e chancelaram embaixo: “do coração dos mineiros”.

4. Em 1936, Getúlio entregou a alemã Olga Benário, mulher do líder comunista Luís Carlos Prestes, ao governo de Hitler. Judia e comunista, Olga morreu na câmara de gás de um campo de concentração, em 1942.

5. O presidente era chamado de Pai dos Pobres.

6. Durante o Estado Novo, Vargas determinou que as repartições públicas tivessem um retrato do Presidente da República na parede. Em 1945, Getúlio Vargas foi deposto e suas fotos foram retiradas. Reeleito em 1950, os retratos voltaram. Isso inspirou uma música de muito sucesso, feita em 1951. “Retrato do velho”, de Haroldo Lobo e Marino Pinto, foi interpretada por Francisco Alves. Getúlio detestou ser chamado de velho. Conheça a letra: 

Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar, oi! 

Eu já botei o meu
E tu não vais botar? 
Já enfeitei o meu
E tu vais enfeitar? 

O sorriso do velhinho
Faz a gente se animar, oi!

7. Em 1953, Getúlio foi convidado para a cerimônia de coroação da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Como presente, ele lhe entregou um colar e um par de brincos. O colar pesava 300 gramas, com 10 águas-marinhas de 120 quilates e 647 brilhantes.

8. Getúlio sofria de artrite.

9. Ele gostava de jogar golfe na companhia de amigos. Para isso, dispunha de tacos fabricados na Inglaterra e todas as bolas tinham impresso em vermelho o seu nome.

10. Getúlio se considerava “pouco supersticioso”. Ele dizia ter simpatia apenas pelo número 13.

Dados baseados em Curioso

Futebol e Política na Era Vargas

A maioria das pessoas concordam com a seguinte afirmação: o futebol é uma das principais caraterísticas culturais do Brasil. Mas talvez as pessoas não saibam que muitos governos na história do Brasil colaboraram para consolidar a percepção. Um dos primeiros foi Getúlio Vargas (1882-1954). O jogo, que começava a se popularizar, passou a ser usado como instrumento de propaganda e controle ideológico, de forma semelhante ao que ocorria na Itália fascista. As pessoas possuem uma visão de que o jogo só serve para um meio de entretenimento, e não param para pensar de que ele é também uma faceta cultural que serve para suprir interesses econômicos e estatais do governo.

O discurso de Vargas merece uma análise específica, já que contém alguns elementos do ideário da época: o futebol como um esporte nacional, a valorização da atividade física como meio de disciplinar o corpo, a função de propaganda e de exaltação do regime com a construção do estádio. É possível destacar algumas frases dele, como: “Este monumento consagrado à cultura cívica da mocidade em pleno coração da capital paulista é motivo de justo orgulho para todos os brasileiros e autoriza a aplaudir merecidamente a administração que o construiu”. Também vale observar o olhar higienista das políticas da época: “Assistimos ao desfile de 10 mil atletas em cujas evoluções havia a precisão e a disciplina conjugadas no simbolismo das cores nacionais. Diante dessa demonstração de mocidade forte e vibrante, índice eugênico da raça – mocidade em que confio e que faz orgulho de ser brasileiro”.

Um texto publicado no Jornal do Brasil, diz a respeito da cerimônia de inauguração do Estádio do Pacaembu, na capital paulista, que contou com a presença de Vargas, então chefe de Estado. As imagens da concha acústica do Pacaembu e cartazes de comícios oficiais foram constantemente usados como instrumento em comícios realizados no governo Vargas. O futebol foi incentivado pelo presidente para criar essa sensação de pertencimento, ao mesmo tempo que os comícios tinham como objetivo levar os trabalhadores a se identificar com ele, como se nota no cartaz da comemoração do dia 1º de Maio.

historia-futebol-resistencia-politica-era-getulio-vargas-ne269O jogador Leônidas foi o primeiro a usar sua imagem para vender produtos. Conhecido por seus gols de bicicleta, o atleta foi celebrado pelo governo Vargas

O jogo foi usado como instrumento de propaganda, mas também serviu como forma de contestação nas camadas populares, de maneira consciente ou não – e isso merece ser problematizado. Ele deixou de ser predominantemente branco e passou a admitir mestiços, mais pobres. Ídolos negros, como Leônidas da Silva (1913-2004), foram alçados ao estrelato. De origem humilde, ele começou a carreira em um time de subúrbio. Ficou conhecido como Diamante Negro e foi o primeiro futebolista da história do Brasil a ser garoto-propaganda de inúmeras marcas, inclusive do chocolate de mesmo nome. Vale comentar também que o regime tentou cooptá-lo, celebrando o atleta – o mais popular de sua época – como a personificação do homem trabalhador e disciplinado que o Estado queria promover. Na verdade, ele estava longe de ser um bom exemplo para as autoridades. Embora não se opusesse de forma consciente ao governo, a resistência do jogador se manifestava por seu comportamento – que valorizava a diversão e o prazer. Para seus admiradores, ele representava a transgressão à ordem vigente, já que não aceitava os valores do Estado.

Por fim, concluí-se que o futebol não é apenas um entretenimento, ele foi muito usado por vários governos, principalmente na Era Vargas, para benefícios políticos e econômicos. O futebol ser um esporte nacional não beneficia apenas as pessoas que o jogam e que gostam de assisti-lo, beneficia sobretudo, o governo em seus âmbitos mais importantes: econômico e político.

Fonte:

https://novaescola.org.br/conteudo/2156/futebol-resistencia-e-politica-na-era-vargas. Acessado em 16/09/2017.