O Coração das Trevas

O livro se analisa dos imaginários aos mitos e representações da África e dos africanos consolidados pelo neocolonialismo europeu no continente africano durante o século XIX. O Coração das Trevas é uma novela, pouco mais de 100 páginas em média, na qual a impressão é a de que a obra saltou para o papel em sua forma final,é o típico clássico mais citado e admirado do que propriamente lido. Seu autor, Joseph Conrad, é considerado um dos grandes estilistas da prosa inglesa, o que por si só dá a medida de seu gênio: polonês, só aprendeu o inglês depois dos 20 anos quando decidiu continuar sua carreira de marinheiro na Inglaterra, ele retrata sua experiência de vida. Em 1890, Conrad passou seis meses na África como empregado da ‘Sociedade Anônima Belga para Serviço no Alto Congo’. Inicialmente contratado para descarregar mercadorias nos portos ao longo da costa acabou comandando um vapor fluvial.O estado de coisas narrado por Conrad no livro vai muito além da denuncia da rapinagem e maldade institucionalizadas e avalizadas como filantropia por governos e bons burgueses europeus. Ele aponta uma lupa darwiniana sobre o homem branco e civilizado e o que ela revela é um aleijão em sua alma. Aleijão que longe dos escritórios e salões, longe “do policial e do açougueiro” da esquina se mostra sem disfarces.

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Trecho  da obra literária:

“O curso do rio se abria diante de nós e depois se fechava à nossa passagem,
como se a floresta cerrasse fileiras calmamente sobre as águas para barrar o nosso
caminho de volta. Penetrávamos mais e mais fundo no coração das trevas. E o
silêncio ali era imenso. À noite, vez por outra, o toque dos tambores ocultos pela
cortina de árvores se estendia rio acima e permanecia debilmente suspenso, como
que pairando no ar sobre as nossas cabeças, até o raiar do dia. Se significava
guerra, paz ou oração, não tínhamos como saber. Pouco antes da aurora, baixava
uma fria quietude; os lenhadores dormiam, suas fogueiras ardiam muito fracas;
qualquer galho partido causava um sobressalto. Viajávamos pela Terra pré-
histórica, uma Terra que tinha o aspecto de um planeta desconhecido. Era possível
nos imaginarmos como os primeiros homens tomando posse de uma herança
maldita, uma herança que precisavam domar ao preço de uma angústia profunda e
de um labor infindável. Mas de tempos em tempos, quando fazíamos uma curva do
rio, percebíamos um vislumbre de uma paliçada de junco, tetos de palha em ponta,
uma irrupção de gritos, um redemoinho de membros negros, incontáveis mãos
batendo palmas, pés golpeando o chão, corpos em movimento, os olhos girando nas
órbitas, sob a cobertura de uma folhagem pesada e imóvel. O vapor avançava a
custo, bem devagar, ao longo das bordas de um frenesi negro e incompreensível. O
homem pré-histórico nos amaldiçoava, rezava para nós, dava-nos boas-vindas –
quem saberia dizer? A compreensão do que nos cercava fugia do nosso alcance;
avançávamos deslizando como fantasmas, admirados e intimamente assustados, a
reação de qualquer homem sensato diante de uma irrupção exaltada entre os
pacientes de um hospício. Não tínhamos como compreender porque havíamos ido
longe demais, e não tínhamos como recordar porque atravessávamos a noite das
primeiras eras, as eras que não nos deixaram sinal algum – e nenhuma memória.
A Terra era irreconhecível. Estamos acostumados a contemplar a forma
agrilhoada de um monstro vencido, mas ali – ali podíamos ver a monstruosidade à
solta. Não era uma coisa deste mundo, e os homens… Não, não eram desumanos.
Bem, vocês sabem, era isso o pior de tudo – essa desconfiança de que não fossem
desumanos. Era uma ideia que nos ocorria aos poucos. Eles berravam, saltavam,
rodopiavam e faziam caretas horríveis; mas o que mais impressionava era a simples
ideia de que eram dotados de uma humanidade – como a nossa – a ideia de nosso
parentesco remoto com toda aquela comoção selvagem e passional. Feia. Sim, era
muito feia; mas você, se for homem bastante reconhece intimamente no fundo de si
um vestígio ainda que tênue de resposta à terrível franqueza daquele som, uma
suspeita vaga de que haja ali um significado que você – você, tão distante da noite
das primeiras eras – talvez seja capaz de compreender. E por que não? O espírito
do homem tudo pode – porque tudo está contido nele, tanto a totalidade do passado
como o futuro inteiro”

CONRAD, Joseph. Coração das Trevas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. pp.58-59.

A passagem acima, extraída do romance evidencia a relação de fascínio/medo com a qual o protagonista e  narrador da trama, o inglês Charles Marlow – funcionário de uma companhia de comércio belga vendedora de marfim, contratado como capitão de um barco a vapor responsável por transportar marfim num rio africano
e incumbido da missão de resgatar o chefe de posto conhecido por Sr. Kurtz – refere-se ao mergulhar em sua viagem pelo coração sombrio da selva africana e das perversões mais profundas do projeto de exploração colonial europeu, entrando em contato com este “Novo Mundo” representado pelo continente africano. De um lado, um mundo misterioso, selvagem e assustador. Do outro, fascinante no seu aspecto abominável, no desespero que advém do inexplicável.

Documentário sobre o obra:  https://www.youtube.com/watch?v=1OOmk1c59u8

 

Conheça 10 fatos sobre a vida de Napoleão Bonaparte

Pode ser que você já tenha aprendido bastante sobre as conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa durante o século XIX. Mas, como não dá tempo de ver tudo na sala de aula, alguns itens dessa lista podem surpreender você. Separamos 10 fatos sobre a vida do imperador que talvez você ainda não conheça.

1 – Napoleão nasceu em 15 de agosto de 1769 e virou tenente já aos 16 anos. Tal precocidade se deve a sua exímia dedicação. Aos 15 anos, foi admitido como cadete na Escola Militar de Paris, onde se formaria artilheiro em tempo recorde – dez meses, quando o normal seriam três anos. Ele mergulhou com afinco nos estudos do Tratado de Matemática, do professor Bezout, um grande livro de quatro volumes, cujo conteúdo era a base do exame final para os aspirantes a oficial da artilharia. Resultado: em um ano Napoleão já vestia o uniforme de tenente do exército francês. Entenda a sua rápida ascensão.

2 – Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas.

3 – Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos, em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de transarem, ele fez um verdadeiro interrogatório com ela: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. O imperador deu o troco e virou um tremendo “pegador” depois. Saiba mais sobre a sua vida amorosa. 

4 – O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o papa causou a fúria de um dos maiores compositores de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como “Eroica” (“heroica”, em italiano). O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804. Para o músico, esse ato foi extremamente tirânico.

5 – O imperador da França era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O pior, no entanto, vinha à noite. De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato.

6 – Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão (Ed. Record), como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morar em Paris, barrou os casamentos entre raças e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, criou campos de concentração. Leia mais sobre essa visão de Napoleão. 

7 – Napoleão Bonaparte era conhecido como o “anticristo” pela rainha Maria I de Portugal (que também não tinha um apelido muito legal: “Maria Louca”). As terras lusitanas estavam no alvo do general para ampliar seu território conquistado. Ele estava tão certo da vitória que chegou a apontar governadores para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. Não foi o que rolou. Saiba mais sobre a fuga da família real para o Brasil. 

8 – Apenas 25 mil homens – os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques inimigos – conseguiram voltar da batalha de Napoleão na invasão de 1812 ao maior país do mundo. Para evitar o avanço de Bonaparte, os próprios russos botaram fogo em Moscou. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França. Na volta para casa, o frio de -32° C penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Saiba mais sobre a mais famosa das derrotas do francês. 

9 – Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos. Conheça as principais batalhas de Napoleão.

10 – Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena. De acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Mas ainda não foi dito ao certo qual teria sido a causa da morte.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/conheca-10-fatos-sobre-a-vida-de-napoleao-bonaparte/

O Guarani: aspecto nacionalista

                    O Nacionalismo é um conceito desenvolvido para a compreensão de um fenômeno típico do século XIX: a ascensão de um certo sentimento de pertencimento a uma cultura, a uma região, a uma língua e a um povo (ou, em alguns dos argumentos nacionalistas, a uma raça) específicos, tendo aparecido pela primeira vez na França comandada por Napoleão Bonaparte e nos Estados Unidos da América. Tal fenômeno passou a ser assimilado pelas forças políticas que haviam absorvido os ideais iluministas de rejeição do Antigo Regime absolutista e que procuravam a construção de um Estado nacional de viés democrático e constitucional, no qual seus membros fossem cidadãos, e não súditos do rei. O nacionalismo, desenvolvido no século XIX, compreendeu um conjunto de sentimentos, ideias e atitudes políticas que resultaram na formação dos Estados-nações contemporâneos.

                    O nacionalismo brasileiro expressa o sentimento de respeito, exaltação e admiração pela cultura brasileira, tendo em sua origem, a exaltação da figura do índio como herói nacional. Ao analisar a obra “O Guarani” de José de Alencar é possível identificar que o autor procura valorizar as belezas do território e dos índios, mostrando a realidade brasileira da época. O romance é um dos mais importantes representantes da primeira fase do modernismo brasileiro, identificada como fase indianista. A importância da obra se relaciona à expressão do nacionalismo romântico e à consolidação da figura do herói tipicamente brasileiro, incorporando a ele as características do cavaleiro medieval, mas expondo a ligação com a terra brasileira, suas belezas naturais, sua estreita relação com a fauna e da flora nacionais.

Referências: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/nacionalismo.htm

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/o-guarani-analise-da-obra-de-jose-de-alencar/

 

Um pouco mais sobre a Revolução Industrial

Publicação feita por: Bruna Soares

Ainda falando sobre Revolução industrial, é sempre relatado em textos de livros e na internet os problemas que a disseminação das industrias trouxeram para a sociedade durante o século XVIII e XIX. Sabe-se que principalmente mulheres e crianças sofreram com o trabalho escravo nas industrias sob ordem dos patrões, que em troca da força de trabalho lhes davam um mísero salário que mal dava para se alimentarem. Foi uma época difícil para o chamado “proletariado” que ajudou na sustentação da era industrial que se iniciava, mas que não teve direto de usufruir dos inúmeros avanços trazidos por ela.

 A vida de Elizabeth Bryher, é uma biografia que ajudará no maior entendimento sobre a vida que os trabalhadores dos séculos XVIII e XIX levavam. Ela conta da vida de uma menina que saiu do campo involuntariamente e foi trabalhar com sua família na cidade em busca de melhores condições de vida.

A vida de Elizabeth Bryher

 Elizabeth Bryher era uma camponesa que nascera em 10 de dezembro de 1795. Filha de Lucy Bryher Evans e Thomas Bryher Evans era primogênita de uma família de dois irmãos: Charles e Alfred de 5 e 6 anos respectivamente.

Aos oito anos de idade Elizabeth mudara com seus pais para o centro urbano de Manchester em busca de um emprego, já que o cercamento dos campos impossibilitou a vida rural  que levavam ,onde se sustentavam com plantio de batatas.

O momento da viagem para Manchester foi doloroso para a família, principalmente para Elisabeth que gostava da vida no campo apesar das dificuldades enfrentadas, pois não sabiam como seria a nova vida na cidade, mas tentavam alimentar uma esperança de que a vida fosse melhor lá.

Logo que chegara foi empregada em uma fabrica de fiação juntamente com os pais e os irmãos, e cada um foi destinado a uma tarefa diferente. Elisabeth e os irmãos foram tomados por medo, já que não tinham seus pais por perto como no trabalho no campo.

A vida Manchester não era fácil. Morava em um bairro pobre onde o esgoto e lixo tomava conta das ruas, a miséria, a tristeza e o cansaço eram evidentes nos rostos das pessoas que lá viviam.

Aos doze anos, Elizabeth perdera o pai, que foi afetado pela cólera e não resistiu e sua mãe dois meses depois pelo mesmo motivo. Com isso, ela e seus irmãos passaram a ser cuidados pelos tios, também operários.

Elisabeth era consumida pelo cansaço do trabalho na fabrica, não suportava ser mandada e castigada pelos donos das fabricas que exploravam a ela e as demais pessoas que lá trabalhavam. Estava sendo consumida por um enorme desejo de se livrar daquilo tudo, mas não sabia o que fazer e nem tinha forças para fazer algo sozinha, já que percebia que a classe a qual pertencia não tinha voz, o desprezo era o único sentimento recebido da elite por aquela classe. Além de tudo a solidão em que vivia a deixava imensamente deprimida.

Em 1815, Elisabeth participou do movimento Ludista em que entregava cartas aos donos das fabricas, pois era mais difícil que desconfiassem dela já que era uma menina magricela e pálida que não chamava atenção, mas que tinha uma alma corajosa que a agigantava.

Elisabeth não agradava nem um pouco do trabalho que era encarregada, mas sem ele a miséria em que vivia seria ainda maior e o peso que estava sobre ela de sustentar a ela e seus irmãos a fazia persistir.

A falta de empregos naquela época a fez participar do quebra-quebra das maquinas das fabricas, pois para os manifestantes somente aquela ação faria com que os industriais parassem de utilizar as tecnologias que roubavam seus empregos.

Em uma dessas destruições Elisabeth foi pega pelos militares, tentou de toda forma lutar, mas nada adiantou para que salvasse sua vida.

Antes de ser levada para a masmorra um flashback de sua vida passou em sua cabeça. Todo o sofrimento vivido em tão pouco tempo de vida vieram a tona. A perda de seus pais por uma fatalidade, a dor de ter de deixar seus irmãos sozinhos naquela vida, a insensibilidade da elite que ignorava a realidade da classe a qual pertencia a deixava mais angustiada, revoltada, sufocada, tentou por vezes reagir, mas nada adiantou.

A morte a levou naquela tortura que ocorreu em segundos, mas não levou a tortura que as crianças e mulheres trabalhadoras das fabricas sofriam fisicamente e moralmente todos os dias.

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Você sabe o que foi revolução industrial? Veja aqui isso e muito mais.

Print Depicting Workers at a Textile Factory
Créditos da Imagem: Divulgação/ Site Só história

 

Sabia que a revolução industrial teve três fases (etapas)? Se não acompanhe com nós:

A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas.

Até o final do século XVIII a maioria da população européia vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.

Apesar de a produção ser predominantemente artesanal, países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos realizavam as tarefas manualmente, entretanto subordinados ao proprietário da manufatura.

A Inglaterra foi precursora na Revolução Industrial devido a diversos fatores, entre eles: possuir uma rica burguesia, o fato do país possuir a mais importante zona de livre comércio da Europa, o êxodo rural e a localização privilegiada junto ao mar o que facilitava a exploração dos mercados ultramarinos.

Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.

Diante disso, alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas condições de trabalho oferecidas, e começaram a sabotar as máquinas, ficando conhecidos como “os quebradores de máquinas“. Outros movimentos também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador.
O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.

A Primeira etapa da Revolução Industrial
Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução.

A Segunda Etapa da Revolução Industrial
A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período.

A Terceira Etapa da Revolução Industrial
Alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.

FONTE: SÓ HISTÓRIA 

Fizemos uma listagem com 10 curiosidades, vocês vão gostar. VEJA MAIS:

  1. Tudo começou na Grã-Bretanha

Tudo começou na Grã-Bretanha
Tudo começou na Grã-Bretanha

Nós todos sabemos que as indústrias eram estabelecidas principalmente na Grã-Bretanha, e há uma série de razões.

Em primeiro lugar, naquelas época ela era uma das nações mais ricas pois tinha um vasto império colonial e sua riqueza veio precisamente das colônias.

Então era um país politicamente muito estável, ao contrário de outros, da Europa. Se não fosse a estabilidade política, provavelmente a revolução poderia ter começado em qualquer outro lugar.

  1. Nem todos concordaram

Nem todos concordaram

Em tempos de mudança, nem todos concordam com o que está acontecendo. Vemos hoje, quando sai uma nova lei, um novo serviço, uma nova tendência.

Há manifestações das pessoas que se opõem a novidades com frequência, e não deixou de acontecer até na revolução industrial.

Nos primeiros anos, cerca de 800 pessoas, eram de um movimento contra a revolução, talvez porque perderam seus empregos na industria, então entravam nas fábricas e destruíram as maquinas para mostrar que se opunham a este fenômeno.

  1. Os motores a vapor

Motor movido a vapor

Claro, máquinas industriais também precisam ser alimentadas, a fim de trabalharem, e isso não poderia ser na base da força do homem.

Assim, começou a surgir o problema de energia, e nos primeiros anos, encontrou-se uma solução prática e ecológica que foi vapor.

Veículos e locomotivas a vapor foram usados precisamente a pressão da água para funcionar, e este meio teve sua validade, pelo menos até que não fora descoberta uma fonte mais barata na época.

  1. Os combustíveis fósseis

Extração de petróleo

Fontes mais baratas foram encontradas, e são combustíveis fósseis, mudaram do carvão para o petróleo, e nós o usamos até hoje em dia. Estes elementos estavam presentes em abundância, e foram utilizados sem preocupações, tanto quanto a respeito da poluição, quanto à quantidade de recursos.

Em seguida, a exploração sem controle dos depósitos trazidos lentamente foram abaixando, e a crise energética era cada vez mais alta assim como custo de matérias-primas.

  1. As roupas

Campo de algodão

A revolução industrial também interferiu, entre outras coisas, para uma mudança no estilo de vestir das pessoas.

Isso foi principalmente pelo fato que foram criadas maquinaria agrícola capazes de coletar rapidamente algodão. Com a redução dos custos do trabalho, conseguiram superar ate mesmo o maior produtor da época, que era a Índia.

  1. A revolução agrícola era uma necessidade

Foi necessário para melhoria das tecnologias agrícolas

Se pensarmos que a inovação agrícola foi o primeiro passo para a revolução dos outros setores, estamos errados, porque não foi bem assim.

A revolução agrícola, de fato, não era uma consequência da melhoria no estilo de vida devido à indústria. A melhora nas condições de vida leva a um maior número de nascimentos, e isso leva, consequentemente, a um aumento da demanda por alimentos.

E o estado também teve de investir na produção de máquinas que poderiam aumentar a produtividade agrícola.

  1. O aumento do colonialismo

Colonização

A era de ouro do colonialismo começou precisamente com a Revolução Industrial, seu auge chegou com a Primeira Guerra Mundial.

Na verdade, se antes as colônias eram uma maneira de conseguir alimento, agora era importante para a procura de matérias-primas como combustíveis e metais fósseis, e é por isso que começou a conquista por terra que antes eram considerados pouco atraentes, talvez porque eram áreas desérticas.

A corrida para conquistar, em seguida, levou à eclosão de uma das maiores guerras da história.

  1. As invenções que apoiaram a revolução

Alessandro Volta – inventor da pilha

Não foi apenas uma questão de organização que levou à revolução industrial, mas também uma série de inovações tecnológicas que aderiram nesta época de grandes mudanças.

Entre elas, a pilha, inventada por Alessandro Volta em 1900, a descoberta do átomo realizado por John Dalton em 1803, a invenção por Henry Talbot da fotografia, em 1835, e a invenção da arma de Richard Gatling em 1862.

  1. A primeira exposição tecnológica

Exposição de tecnologia foi fundamental para espalhar o conhecimento

A primeira vez que foi feita uma exposição de tecnologia foi em 1851, na revolução industrial. Esta exposição foi criada precisamente da Inglaterra (que foi realizada em Londres) para mostrar o poder de suas máquinas e o que poderíamos fazer com eles nos anos seguintes.

Muitas das tecnologias foram adquiridos pelos Estados Unidos que, em 1900, já era o país mais industrializado.

  1. A revolução industrial ainda não acabou

Novas industrias estão sempre aparecendo com novas tecnologias.

Quando na escola falando sobre a Revolução Industrial pensamos que ocorreu na Inglaterra em 1800, mas na realidade é um fenômeno ainda em pleno andamento.

Alguns países, como a Inglaterra ou a Itália, já passaram nesta fase, mas países como a China, a Índia ou o Brasil estão experimentando nestes anos, um “sopro” real da revolução e implementação de novas tecnologias, e até hoje, não foi concluída e é esperado que isso afete mais cedo ou mais tarde todo o mundo.

FONTE: OLHA QUE INTERESSANTE 

Gostaram nessa viagem sobre a revolução industrial? Deixa aqui no campo dos comentários o que acharam!

Acompanhe o nosso blog, lembramos que toda semana tem novos posts relacionado á história!

A Vinda da Família Real ao Brasil

Publicação feita por: Laís Gabriele

No fim do século VXIII, algumas mudanças deram corpo ao mundo contemporâneo, entre elas destacam-se a Revolução Industrial e Revolução Francesa. Juntamente a elas, o Brasil independente foi surgindo, que foi caracterizado pela vinda da família real de Portugal até as terras brasileiras, formando o império do Brasil. Não saiu como planejado, já que o rei tinha como objetivo, ao fugir da avalanche napoleônica, formar um império luso-brasileiro. Diante desses acontecimentos, veja agora algumas supostas curiosidades, retiradas do site http://familiarealti2008.blogspot.com.br.

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Curiosidades

  • Quando a noticia de que o principe-regente e sua comitiva desembarcariam no dia seguinte no Rio de Janeiro chegou ao ouvido dos cariocas, este povo iniciou uma festa que só termino no outro dia. Naquela noite, ninguém na cidade dormiu.
    As festas da vinda da família real portuguesa foram prolongadas durante 9 dias e 9 noites.
  • A viagem da corte portuguesa para o Brasil atrasou cerca de 40 horas, pois no dia 28, data que estava prevista a saída das naus do porto de Lisboa, o rio Tejo, passagem obrigatória para chegar ao Oceano Atlântico, encontrava-se em condições impossíveis para navegação.
  • Durante os 57 dias de viagem até o Brasil, a nau Afonso de Albuquerque, além de sofrer com a falta de alimentos e de água, passou por um surto de piolhos. Todas as pirucas dos nobres foram lançadas ao mar, e todas as tripulantes desta nau, inclusive a dona Carlota Joaquina, tiveram que raspar e untar suas cabeças com banha de porco.
  • Quando as mulheres portuguesas chegaram ao Brasil com suas cabeças raspadas usando turbantes, as cariocas pensaram que esta era a ultima moda na Europa e, então, rasparam suas cabeças também.
  • Com medo de encaram um povo desconhecido e como a nau do príncipe-regente ainda não havia chegado ao Rio de Janeiro, os tripulantes da nau Princesa do Brasil, entre eles as duas irmãs da rainha D. Maria I, já muito velhas, não desembarcaram e permaneceram no navio durante 30 dias a espera de D. João.
  • Quando a família real chegou ao Rio de Janeiro não encontrou numero suficiente de alojamentos disponíveis para abrigar as 15 mil pessoas que vieram de Portugal. O príncipe-regente, então, decretou que as melhores casas da cidade fossem cedidas àqueles que não possuíam casa ainda. A casa que fosse solicitada seria carimbada na porta com as iniciais PR (Príncipe-Regente), mas que pelo povo ficaram conhecidas como “Ponha-se na rua”.
  • A Real Biblioteca portuguesa, antes da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, possuía um incrível acervo com cerca de 60000 volumes. Ela era vinte vezes maior do que o da Biblioteca Thomas Jefferson em Washington, que é, hoje, a maior biblioteca do mundo. Porém, todo este acervo foi esquecido no porto de Lisboa no momento da “fuga” para o Brasil, mas parte deste, dois anos depois, seria enviada para o Rio de Janeiro.
  • A Família Real desembarcou em Salvador há aproximadamente 76245 dias atrás.

http://familiarealti2008.blogspot.com.br/2008/08/curiosidades.html

 

 

 

Série sobre Tiradentes

 

                                        TÍTULO DA SÉRIE: A luta pelo “ouro”


DATA/ LOCAL DE
LANÇAMENTO: 09/08/2016; Brasil
PROTAGONISTA: Jim
Caviezel
GÊNERO: Biografia e romance
DATA EM QUE SE PASSA: Final do século XVIII

 

Joaquim José da Silva Xavier, também conhecido como Tiradentes, era um jovem trabalhador que ajudava seus pais e desde cedo, como era percebido pelas pessoas que o rodeavam, possuía uma mente brilhante e era muitas vezes considerado rebelde por dizer tudo o que pensava.  Moravam na fazenda de Pombal, na capitania de Minas Gerais,um território muito disputado por duas vilas próximas à ele. Em uma dessas disputas os pais de Joaquim foram mortos por portugueses,que tentavam apaziguar de forma violenta o confronto… VEJA MAIS.

 

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Sinopse:

Joaquim José da Silva Xavier, também conhecido como Tiradentes, era um jovem trabalhador que ajudava seus pais e desde cedo, como era percebido pelas pessoas que o rodeavam, possuía uma mente brilhante e era muitas vezes considerado rebelde por dizer tudo o que pensava.  Moravam na fazenda de Pombal, na capitania de Minas Gerais,um território muito disputado por duas vilas próximas à ele. Em uma dessas disputas os pais de Joaquim foram mortos por portugueses,que tentavam apaziguar de forma violenta o confronto.

Joaquim desolado com aquela situação passou a odiar os portugueses pela covardia com que tratava o povo, e decidiu que iria de alguma maneira se vingar de Portugal.

Ficou sob tutela de seu tio Sebastião,um dentista e com o passar dos anos foi aprendendo esse oficio com ele.Atingindo a maior idade foi exercê-lo em Vila Rica, uma vila conhecida por ser muito rica em ouro, indo morar na casa de um amigo de seu tio, Tomás Antônio Gonzaga, onde ele consegue apoio na luta por seus princípios.

 

Episódio 1

Chegando em vila Rica, Joaquim é muito bem recepcionado por Tomás ,que lhe mostra a casa e o local  onde ele poderá  trabalhar.  Após uma semana trabalhando de dentista fica conhecido pelas pessoas como Tiradentes, por ser o primeiro a exercer esse oficio na região.  Um dia à mesa jantando, Tomás pergunta a Tiradentes o que o tinha trazido até ali. Ele então responde que era primeiramente  a necessidade  de ter um  trabalho melhor  , mas era também porque ali ele estaria mais próximo de  conseguir apoio para lutar contra a exploração de Portugal.Tomás fica surpreso com a resposta e diz que ele chegou no momento certo, pois ele  e alguns amigos tinham se unido com o mesmo propósito, formando assim uma conjuração.

Episódio 2

No dia seguinte ao jantar, Tomás  diz a Tiradentes que contou sobre ele aos amigos e eles propuseram que ele  começasse a trabalhar  como vigia do escoamento de minérios  numa ferrovia onde um integrante  da conjuração trabalhava , pois ele era novo na região  e não desconfiariam dele. Assim Tiradentes poderia investigar o governo português , pois lá as noticias corriam mais fáceis, já que a ferrovia também era utilizada pela elite que vinha de outras regiões. Tiradentes aceita e começa a trabalhar . Lá  muito ouro era enviado à outras capitanias para ser  exportado à Portugal ,e em um dia  Tiradentes encontra um pequeno pacote caído no chão com pepitas de ouro. Ele o guarda e chegando em casa os coloca em um brilhante esconderijo para que ninguém descubra.

Episódio 3

De trem, chegou uma família da elite  do Distrito Diamantino. Joaquim curioso como estava para saber quem eram aquelas pessoas, conversou com outros trabalhadores e descobriu que quem estava naquele trem era  Chica da Silva, uma ex escrava e José Oliveira, o homem que a comprou e alforriou. Joaquim ficou admirado pela beleza de Chica e não se contendo quando  José se distanciou, foi falar com ela. Perguntou inicialmente o que havia trazido eles ate ali, e ela respondeu que o marido tinha uma reunião com os representantes de Portugal, pois eles estavam com a intenção de cobrar todos os impostos atrasados, já que a colônia estava em crise e vários senhores estavam em dívida. Após algum tempo de conversa, Chica se  viu encantada com as palavras  com que Joaquim à tratava e por sua sensibilidade, e decidiu que assim que o seu marido voltasse para Portugal ela voltaria a encontrá-lo.

Episódio  4

Tomás chamou seus amigos para um jantar na noite em que Tiradentes o havia contado sobre o plano dos portugueses. Todos ficaram indignados com aquilo e decidiram então que não poderia ficar assim, que iriam à busca da liberdade unindo-os, logo em seguida, fizeram um juramento, garantindo fidelidade uns aos outros.Foi então que Tomás propôs um plano de se aproximar da elite portuguesa, e lembrou-se de Tiradentes e sua aproximação com Chica, vendo assim, que poderiam saber coisas a mais. Tiradentes logo se repudiou e foi contra o plano, dizendo que com essa ideia, ele não os apoiaria.

Episódio 5

Chica volta para Vila Rica e encontra com Tiradentes, que recebe a noticia que ela irá representar o marido em uma reunião a respeito dos impostos. No passar dos dias, ele percebe o quanto gosta dela e se sente dividido entre o amor e a não exploração com seu povo.Depois de muito pensar, Tiradentes decide sacrificar seu amor pela busca de liberdade e conta sobre a reunião para Tomás. Junto ao povo, decidem invadir o local com armas, exigindo a não implantação dos impostos, junto a liberdade.

Episódio 6

Chegara o dia da reunião. Tiradentes e seu grupo vão á caminho do local. Chegando lá, decidem colocar o plano em prática e invadem a conferência, fazendo os portugueses como reféns, ditando que só os soltariam se cumprissem com os pedidos. Na confusão, Joaquim entrega um pedaço de papel fechado a Chica e pede-a que só abra quando tudo aquilo acabar.Por fim, a elite decide cortar os impostos e liberta os mineiros. Porém, um conjurador trai o povo e denuncia-os para Guarda Nacional, que chega lá e prende os revoltados, considerando Tiradentes o líder do movimento, é o primeiro a ser preso lá mesmo. Daquela forma se despede de Chica, que se sentira enganada. Chica sofre enquanto lê os escritos que recebera de Tiradentes: ‘’Antes de tudo, peço-lhe perdão, meu sentimento por vossa senhoria es o mais verdadeiro, porém eu precisara ir em busca da luta pelo meu povo. Em troca, por debaixo do meu dormitório deixei para vós um embrulho, onde contêm ouro guardado em dentes pelos quais ranqueei-os. Vá lá, pegue-os e fuja, sinta-se livre.Com muito amor, Joaquim.”     Enquanto Chica lia, Tiradentes, era enforcado e esquartejado não muito longe dali.

 

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Thomas Paine: um dos inspiradores da Independência dos EUA

“Senso comum, Os direitos do homem e Dissertação sobre os primeiros princípios do governo” revelam a força das palavras de Thomas Paine – um dos mais eloquentes defensores e signatários da declaração de Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa.

Esses escritos desempenharam um papel central na luta pela independência americana e na revolução democrática que varreu o mundo ocidental no final do século XVIII. Paine deu novos e modernos significados a palavras como “república”, “democracia” e “revolução” enquanto estabeleceu uma visão da América como o abrigo da liberdade democrática. Um profundo crente na capacidade de influência política do povo, Paine foi o primeiro grande panfleteiro a se dirigir para uma audiência maciça. Dois séculos depois, suas palavras ainda são notáveis pelo vigor, clareza e capacidade de inspirar.

Nos primeiros três meses da sua publicação, em 1776, Senso comum tornou-se um fenômeno editorial com mais de 120 mil exemplares vendidos. Inicialmente concebida como uma série de artigos, esta obra é um dos mais famosos tratados políticos da Revolução Americana. Publicado de forma anônima, causou um estardalhaço junto ao público, pois conclamava a população das colônias americanas a se unirem contra a dominação britânica e assim dar início à Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783).

                                                      
Panfleto de Senso comum

Com Os direitos do homem, Paine se tornou um dos maiores intérpretes da Revolução Francesa. Neste texto, ele apresenta uma apaixonada defesa do Iluminismo e dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade que acreditava que varreriam o mundo em breve. As detalhadas propostas – expostas na obra – sobre como o governo poderia assistir os pobres inspiraram as gerações futuras.

Assim argumenta o panfleto:

    • A independência é garantida de paz, pois uma América livre não terá mais de participar das guerras decididas pela Inglaterra;
    • A independência é garantida de prosperidade, pois o comércio da nova nação não mais dependerá de um monopólio e “os mercados nunca lhe faltarão enquanto a Europa tiver o costume de comer;
    • A independência é também garantia de liberdade, pois não pesarão mais sobre a América nem a intolerância religiosa, nem as cargas feudais, nem a herança de séculos de tirania e corrupção. Assim sendo, por interesse e por ideal, a América devia tornar-se a terra da liberdade: “Oh, vós, amigos da Liberdade! Vós que ousais opor-vos não apenas à tirania mas também ao tirano, avançai! A opressão assola todos os recantos do Velho Mundo. A Liberdade foi perseguida em toda a superfície do globo. A Ásia e a África a baniram há muito tempo. A Europa a vê como uma estrangeira e a Inglaterra lhe notificou sua expulsão. Ah! acolhei a fugitiva e preparai a tempo um asilo para o gênero humano“.

                                                            

Concluía o panfleto com uma frase de efeito:

“Um único homem honesto tem mais valor para a sociedade, e aos olhos de Deus, que todos os bandidos coroados da história”

Afirmava-se assim sua fé republicana, opondo-se aos “bandidos coroados”, ou seja, aos monarcas.

Fontes :

 

Revolução Francesa

Por que a Revolução Francesa influencia o mundo até hoje

No ritmo da Marselhesa que iniciamos os trabalhos do Máquina do Tempoque lembrará os fatos históricos que mudaram o mundo— ou, eventualmente, outros casos que mais valem ser contados pelas curiosidades (e bizarrices) do que por sua importância para o destino da humanidade.

No caso de 14 de julho de 1789, o episódio é daqueles de maior importância para a História e influencia até hoje a nossa maneira de pensar e viver. Não é por acaso que aqueda da Bastilha Saint-Antoine, marco do início da Revolução Francesa, inaugura o início da Idade Contemporânea: se hoje vivemos em um regime democrático, em que (pelo menos em tese) todos são considerados iguais perante à lei, agradeça à multidão francesa que se rebelou contra o reinado de Luís 16 e tentou colocar na prática o lema de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

Construída para ser um forte que protegeria a cidade de Paris dos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos (que, na realidade, durou 116 anos, entre 1337 e 1453), a Bastilha se tornou uma prisão contra os inimigos do rei e do regime monárquico. Durante séculos, o rei tinha o controle de todas as decisões econômicas e políticas e era sustentado ideologicamente pela Igreja — a nobreza, dona de terras e de títulos que mantinham os seus privilégios passados de pai para filhos, dava apoio político e militar ao regime. Para a  esmagadora maioria da população, restava trabalhar, pagar impostos e sustentar esse insustentável modelo produtivo. 

Pagavam impostos altos, mesmo sendo donos de negócios que rendiam dinheiro por meio do comércio e da produção de bens, os empresários daquela época (conhecidos como burgueses) não contavam com direitos políticos e pouco influenciavam nas decisões do país — na prática, eles sustentavam a economia, mas dificilmente alcançariam os mesmos privilégios da nobreza. Já para o grosso da população, formada por camponeses e trabalhadores nas cidades, a situação era ainda pior: em condição de pobreza, ainda eram obrigados a pagar pesados impostos em nome do rei e da Igreja.

Para piorar, o aumento populacional não acompanhou a produtividade agrícola e, no final do século 18, a fome atingia os mais pobres que viviam em Paris. Inspiradas pelos ideais iluministas, que questionavam o poder ilimitado do rei e da Igreja, as insatisfações sociais se materializaram no dia 14 de julho. Não há um registro histórico exato para o estopim da revolta — fontes afirmam que a população se mobilizou após boatos de que o Exército Francês atacaria a população — mas uma massa de descontentes se concentrou em frente à Bastilha, rendendo seus guardas e tomando as armas que se acumulavam na fortaleza.

A partir daí, um regime sustentado por séculos começaria rapidamente a ruir: os burgueses dariam apoio econômico e político ao movimento revolucionário e o rei Luís 16 se viu obrigado a convocar uma Assembleia Constituinte — uma das primeiras medidas assinadas foi a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que universalizaria os direitos sociais e até hoje inspiram as constituições de países democráticos de todo o mundo.

 

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FONTE: http://revistagalileu.globo.com/blogs/Maquina-do-Tempo/noticia/2016/07/por-que-revolucao-francesa-influencia-o-mundo-ate-hoje.html

O atentado no sul da França é parte da Revolução que ainda não acabou

Tinha tudo para ser uma noite agradável. Festa tradicional. Uma multidão na Promenade des Anglais, uma avenida à beira-mar na cidade de Nice, no Sul da França. Risos, abraços, beijos, festa. Até 22h30. É incrível ver como um cenário pode mudar em tão pouco tempo. Em questão de segundos, franceses viram o riso dar lugar ao choro. A alegria, ao desespero.

A dor e a morte avançaram por dois quilômetros sobre a multidão com o caminhão que arrastava dezenas de vítimas. 84 mortos, 18 pessoas em estado grave, considerado de “emergência absoluta”, podendo o número de vítimas fatais aumentar para mais de uma centena.

E mais uma vez a França. Não bastasse o horror do atentado a uma boate em Paris, em novembro do ano passado, agora isso. A cicatriz, ainda aberta no peito dos franceses, foi agora pisoteada pelo terrorismo.

Não por acaso, desta vez a data foi escolhida a dedo, para fazer história. 14 de julho. Feriado nacional. Dia da Tomada da Bastilha, principal acontecimento da Revolução Francesa, cujo lema Liberté, Egalité, Fraternité(Liberdade, Igualdade, Fraternidade) ecoa até hoje pelas ruas, avenidas, veias e artérias da França e do mundo.

Construída para ser apenas um portal, a Bastilha foi do século XVII até o fim do século XVIII utilizada como prisão. Por isso a queda dela dava vida ao slogan da Revolução. Em especial ao primeiro: Liberdade.

Esse slogan foi eternizado nessas três palavras, mas, durante a Revolução Francesa, carregava consigo uma expressão-chave depois de Fraternité: Ou la mort. Ou a morte. Algo como “Independência ou Morte” para nós, brasileiros, só que mais nobre por emanar do povo e não de um nobre.

Conquistada a liberdade, a igualdade e a fraternidade, não fazia mais sentido manter a condicional da morte no lema. Não fazia. Pelo menos 84 pessoas encararam a face mais obscura desse slogan na noite do dia 14. Encarando a crueldade de quem prefere negar as três preciosidades contidas na parte que é lembrada hoje e, agora, mais do que nunca.

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FONTE: http://tipzine.com.br/o-atentado-no-sul-da-franca-e-parte-da-revolucao-que-ainda-nao-acabou/

 

VAMOS DE CURIOSIDADES

 

O ultimo pedido da rainha Maria Antonieta antes de ser guilhotinada foi que os francesesdessem tempo para ela (acabou ficando para o dia seguinte) para que morresse elegante.

O Rei Luiz XVI, tinha o horário certo para fazer cocô, e a população disputava espaço para ver de perto o rei “obrando“.

FONTE: http://ideaishistoricos.blogspot.com.br/2013/05/curiosidades-sobre-revolucao-francesa.html

 

*Não sabemos se essas curiosidades realmente são verdades, mas achamos legais de adicionar essas informações.

5 revoluções pacíficas na História

As revoluções começaram a se tornar comuns no século XVIII devido a ideias que surgiram com o movimento iluminista. Desde então elas foram uma arma da sociedade  para garantir seus direitos e conquistarem seus ideais. O aspecto de revolução dá a ideia de que era algo violento, como muitas delas foram, mas há também as pacificas que são pouco lembradas mas tiveram um papel muito importante na história.

“Minha ambição é converter as pessoas britânicas à não-violência, e assim lhes fazer ver o mal que fizeram para a Índia. Eu não busco danificar as pessoas”. Essa era a opinião de Mahatma Gandhi, que liderou o mais famoso movimento de resistência civil não-violenta da História, a Marcha do Sal.
Gandhi e seus seguidores durante a Marcha do Sal (foto: Wikimedia Commons)
Gandhi e seus seguidores durante a Marcha do Sal (foto: Wikimedia Commons)

Influenciado pela conduta de Gandhi, o conceito de manifestação pacífica se expandiu e passou a caracterizar principalmente as revoluções que buscam a defesa da democracia, dos direitos humanos e da independência nacional. Por isso, a resistência civil é usada muitas vezes como forma de lutar contra regimes autoritários (o que resulta, quase sempre, em retaliações violentas).

Veja abaixo uma lista com revoluções que seguiram a linha pacífica:

Marcha do Sal – Índia, 1930

Por conta da colonização britânica, os hindus ficaram proibidos, até o século passado, de produzirem o seu próprio sal. Isso os obrigava a comprarem o produto dos ingleses. Como forma de protesto, Mahatma Gandhi caminhou por quase 400 quilômetros na manifestação pacífica que ficou conhecida como Marcha do Sal. Ao chegarem no mar, em 6 de abril de 1930, depois do banho sagrado, Gandhi apanhou um punhado de sal perto da água e o levantou nas mãos. Seu gesto foi repetido por milhares de indianos. A Marcha do Sal deu início a um processo que levaria à independência da Índia.

Primavera de Praga – Tchecoslováquia (dividida atualmente em República Checa e Eslováquia), 1968

Jovens tomam as ruas da Tchecoslováquia durante a Primavera de Praga (foto: reprodução/tumblr fyeah history)

A Primavera de Praga foi um movimento que buscava reformar o comunismo vigente na Tchecoslováquia. A partir de 1948, os comunistas assumiram o controle do governo local e o país ficou sob a influência da União Soviética (URSS). Os protestos foram liderados pelo secretário-geral do Partido Comunista Alexander Dubcek, favorável à construção de um socialismo com “face humana”. Os manifestantes acreditavam que era possível transformar, pacificamente, um regime ortodoxo comunista em um regime socialista democrático aos moldes ocidentais. As reformas, especialmente a descentralização da autoridade administrativa, não foram bem recebidas pelos soviéticos, que, depois de negociações fracassadas, enviaram tropas e tanques do Pacto de Varsóvia para ocupar o país.

Revolução dos Cravos – Portugal, 1974

A Revolução dos Cravos aconteceu em abril de 1974, quando soldados liderados por um capitão do Exército português deixaram os quartéis rumo à sede do governo. Saudados pela população, que os presentearam com cravos vermelhos e brancos, eles marcharam para derrubar uma ditadura que já durava mais de 40 anos. O protesto ajudou a implantar um governo democrático e a criação de uma nova Constituição para o país, que vivia desde 1933 sob a ditadura salazarista. O dia 25 de abril é feriado nacional em Portugal até hoje, considerado “Dia da Liberdade”.

Militares se manifestam durante Revolução dos Cravos (Foto: reprodução/tumblr robscharf)

Militares se manifestam durante Revolução dos Cravos (Foto: reprodução/tumblr robscharf)

Revolução Laranja – Ucrânia, 2004

As manifestação da Revolução Laranja aconteceram depois de denúncias de fraudes que marcaram a eleição presidencial de 2004, vencida pelo primeiro-ministro Viktor Yanukovich (favorável à Rússia). A cor laranja foi adotada pelos protestantes como a cor oficial do movimento por ter sido a cor da campanha eleitoral do principal candidato da oposição, Viktor Yushchenko. A população organizou protestos pacíficos e greves pelo país contra as alegações de corrupção. Em 2005 aconteceu uma nova eleição e dessa vez, Viktor Yushchenko, pró-União Europeia, foi eleito.

Primavera Árabe – Oriente Médio e norte da África, a partir de 2010

A onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe foi feita, em partes, de forma pacífica. Tudo começou quando em 17 de dezembro de 2010, Mohamed Bouazizi, um jovem tunisiano, ateou fogo em si mesmo como forma de protesto porque policiais o impediram de vender vegetais em uma banca de rua sem permissão na cidade de Sidi Bouzisd. A Tunísia foi o primeiro país ter a população se manifestando pela democracia e contra a pobreza. O Egito foi o segundo país onde as pessoas foram às ruas e até famílias inteiras saíram para se manifestar. Mas, o que começou de forma pacífica acabou sendo duramente retaliado pelos governos autoritários. Na Síria, por exemplo, a situação já foi de cara considerada uma guerra civil.

Fonte:http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/curiosidades-historicas/2014/06/02/relembre-5-revolucoes-pacificas-na-historia/