O Supremo e as crises da República

JOSÉ REINALDO DE LIMA LOPES

Instância máxima da Justiça brasileira,o Supremo Tribunal Federal foi criado em 1891 e pouco mudou desde então .Se o número de ministros oscilou,o papel de guardião das leis do país se mantém. Autor lembra que a corte é acusada de judicializar a política há décadas e mostra como ela se abriu à pauta da sociedade civil.
O atual protagonismo do STF (Supremo Tribunal Federal) nos conflitos institucionais sem dúvidas tem características particulares ,mas foi precedido de outros períodos em que a mesma corte viu-se envolvida em episódios marcantes.
A despeito disso,como lembra o título do livro de Aliomar Baleeiro ,ministro do STF nos anos da ditura ,o Supremos ainda é “esse desconhecido”.Pouco se publicou sobre sua história ,e seus antigos acordãos continuam praticamente ignorados .
Será que cada uma das sete Constituições republicanas alterou tanto o STF a ponto de não haver linha de identidade entre os diferentes momentos da trajetória iniciada em 1891?
É verdade que houve mudanças formais .No começo ,o plenário da corte era composto por 15 ministros,número que depois passou a 11,subiu para 16 e voltou a 11.O modo de escolha ,porém,permaneceu o mesmo .Durante a constituinte de 1891,discutiu-se a forma de nomeação dos ministros: pelo presidente da República ,via eleição no Congresso ou mediante acordo entre Executivo e Legislativo.Prevaleceu o regime que se mantém até hoje: indicação pelo presidente e confirmação pelo Senado .Abandonou-se ,assim,o sistema que existira no Império .Durante a monarquia ,chegavam á corte suprema apenas ou juízes de carreira,designados por ordem de antiguidade.

Com a nova regra,alguns ministros foram pescados no meio acadêmicos e se destacaram,como Pedro Lessa e João Mendes ,professores da Faculdade de Direito de São Paulo ,hoje da USP.Outros foram chamados após terem ocupado cargos no Poder Executivo ,como Alberto Torres,ministro da Justiça de Prudente de Morais ,Epitácio Pessoa ,ministro da Justiça de Campos Sales, e Carlos Maximiliano,consultor -geral da República sob Getúlio Vargas ,sem falar nos casos recentes que todos conhecem. Entre os nomeados devido a serviços prestados ao governo, houve juristas menores e juristas maiores, cujas decisões ainda vale a pena ler.
Mais importante do que discutir a composição do tribunal, contudo, é analisar seu papel no sistema político. Quanto a isso, desde que foi criado, sua função principal manteve-se a mesma: ser o guardião da Constituição. No Império, a corte mais elevada, o Supremo Tribunal de Justiça, julgava apenas “segundo a lei”; na República, transformado em Supremo Tribunal Federal, passou a “julgar a própria lei”, segundo disse João Barbalho, primeiro comentador da Constituição de 1891.

POLÍTICA
Não surpreende, pois, que o STF sempre tenha se envolvido em muitas questões políticas.
Durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894), teve de fixar os limites do Poder Executivo no estado de sítio. Em 1912, interveio num conflito eleitoral da Bahia, quando um juiz federal mandara bombardear Salvador para que o prédio da Assembleia Legislativa fosse desocupado.
Nos anos seguintes, foi chamado a deliberar a respeito de conflitos sobre limites entre Estados da Federação e concedeu ordens para que se realizassem comícios eleitorais ou reuniões religiosas quando as polícias, por ordem dos governadores, tentavam impedir esse tipo de manifestação.
Durante a ditadura Vargas (1937-1945) e durante a ditadura militar (1964-1985), ficou silenciado, mas, a partir da Constituição de 1946, julgou desde a cassação do Partido Comunista Brasileiro até a aplicação da Lei de Segurança Nacional. Recentemente, examinou a validade da Lei de Anistia, de 1979, e os planos de reforma monetária, entre 1986 e 1994.
Em resumo, o Supremo sempre se envolveu em questões de inegável impacto ou efeito político. Dito de outra forma, sempre houve judicialização da política – ou, pelo menos, acusações de judicialização da política.
Não por acaso, os primeiros intérpretes da Constituição de 1891, Pedro Lessa, João Barbalho e Rui Barbosa, frisaram a distinção entre decisões com efeitos políticos e decisões eminentemente políticas.
As primeiras são inevitáveis quando se dá a um tribunal poder para verificar os atos produzidos pelos outros Poderes. As segundas são –ou deveriam ser– típicas dos poderes políticos, pois decorrem de um juízo de conveniência fundado em critérios discricionários, como a declaração de guerra ou a aceitação de um embaixador estrangeiro.
Os doutrinadores, já naquela época, aconselhavam aos juízes constitucionais certa moderação, exatamente porque seus atos seriam inapeláveis. Assim, dizia-se, deveria ser presumida a validade da lei, não sua invalidade.
Tal conselho ajudava os ministros do STF a conterem seus gestos no papel de guardas da Constituição, mas não tocava em outro problema: a capacidade da corte de orientar a aplicação do direito pelos outros tribunais.
Nos Estados Unidos, por exemplo, não há maiores dificuldades. Como o Judiciário americano funciona no sistema da “common law”, os tribunais seguem a interpretação das cortes superiores como se fosse lei. É o que se chama precedente. Quando se quer saber o que diz a Constituição dos EUA, procura-se a série de decisões tomadas pela Suprema Corte sobre o assunto, não apenas o texto legislativo ou os livros de direito constitucional.
Esse processo funciona de outro modo no sistema brasileiro. Considera-se que os juízes e os tribunais sempre podem interpretar a lei (e a Constituição) no caso concreto.
Além disso, no sistema norte-americano, justamente porque a decisão vale como precedente, é importante que ela tenha uma argumentação clara –seus fundamentos poderão ser usados em casos semelhantes .No Brasil, chega-se ao cúmulo de o STF decidir de decidir de forma unânime –ou seja, todos os ministros votam no mesmo sentido–, mas com 11 razões diferentes. Como tirar daí uma regra, um precedente, um fundamento a ser utilizado no futuro?
Um exemplo dessa falta de orientação está na “guerra de liminares”: um juiz decide uma questão sozinho, antes de a defesa se manifestar e antes de haver produção de provas. No dia seguinte, sua decisão é revogada por um juiz superior. Num terceiro dia, um terceiro juiz desfaz a decisão do segundo.
Como pode?, pergunta-se o cidadão confuso. Será que os juízes têm critérios? Ou será que se sentem pressionados pelos meios de comunicação, pela opinião pública, talvez por um desejo de celebridade? Estão nossos tribunais e, acima deles , nosso Supremo Tribunal Federal, preocupados com isso?
Ora, o tempo da Justiça não é o tempo das redes sociais .Um saudoso processualista brasileiro, Botelho de Mesquita, dizia que certos juristas e juízes resolveram acelerar o processo judicial sacrificando o direito de defesa. Os tribunais não podem embarcar na velocidade do Twitter,mesmo que devam prestar justiça rapidamente. Não podem, com as decisões singulares e de urgência, criar fatos consumados em prejuízo do direito das partes. Isso vale para todos os magistrados, da primeira instância ao Supremo Tribunal Federal
Claro que o STF de hoje atua numa sociedade mudada. O Brasil se tornou uma democracia de massas ao longo do século 20. O direito de votar, por exemplo, foi estendido às mulheres em 1932 e aos analfabetos em 1988. Também foram incluídos os interesses estruturados por partidos políticos, por sindicatos e pelas chamadas organizações da sociedade civil.

PARTICIPAÇÃO
Ao lado disso, abriram-se mais canais de participação.Se até meados da década de 1960 debates constitucionais se iniciavam no STF apenas a partir de casos individuais e por alegação das partes, uma emenda constitucional de 1965 permitiu que o procurador-geral da República questionasse diretamente perante o STF a constitucionalidade de uma lei.
Quando essa possibilidade foi franqueada a diversos outros atores, com a Constituição de 1988, revelaram-se inúmeras demandas antes reprimidas. Muitos conflitos que nem chegavam ao Congresso puderam ser expostos publicamente diante de nossa corte suprema.
A espécie de disputa que agora se apresenta em público, portanto, tem a ver com esses grupos que antes não conseguiam se fazer ouvir.
Em meio a essa onda democratizante também surgem conflitos que não se resolvem devido à falta de lideranças políticas adequadas. Disputas internas ao Legislativo são levadas para o outro lado da praça dos Três Poderes num sinal evidente da baixa qualidade da representação política do Parlamento brasileiro.
Assim como mais gente entrou para a vida democrática e pública, mais gente se interessa pelo Supremo –inclusive por sua composição. É inevitável que isso aconteça, uma vez que o tribunal arbitra conflitos políticos entre Poderes, entre Estados, entre Estado e cidadãos e entre grupos da sociedade civil.
Essa é, no fundo, a principal mudança por que passou o STF ao longo de sua história. Suas decisões sempre produziram impacto na vida política do país, mas, com a ampliação da cidadania,esse impacto ganhou novas formas e nova dimensão.
Se, antigamente, apenas alguns poucos tinham acesso ao Supremo,hoje o caminho que leva até ele foi alargado. Não é motivo para fechar suas portas, mas pode-se pensar que muito daquilo sobre o que o STF é chamado a decidir resulta do bloqueio de outros canais de participação política e de de garantias de direitos. Atualmente, diante de um Congresso conservador, que procura limitar direitos de toda ordem, e de um Executivo dominado pelo discurso da ordem e da eficiência econômica, a a batalha pelas liberdades, pelos direitos e pelas igualdades será travada no STF.

Fonte:www.ilustrissima/2017/03/1863389-o-supremos-e-as-crises-da-republica.shtml

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10 curiosidades sobre Getúlio Vargas

download gg1) Getúlio Vargas nasceu em 1882 em São Borja, pequena cidade gaúcha, na fronteira com a Argentina. Aos 15 anos, foi estudar em Ouro Preto (MG), junto com seus dois irmãos. Mas eles tiveram que fugir da cidade, em 1897, quando o mais velho dos três, assassinou um jovem estudante após uma briga de rua.

2) Getúlio serviu ao Exército e se formou em direito, bacharelou-sem em 1907 e trabalhou primeiramente como promotor público em Porto Alegre. Participou do movimento estudantil e era leitor voraz do naturalista britânico Charles Darwin e do pensador alemão Friedrich Nietzsche. Foi o orador da turma.e0f489a1-84e1-4475-9b34-e95c47c6ec53

3) Getúlio tinha apenas 1,60 metros e fazia questão de ser fotografado de modo que parecesse mais alto.

4) Antes de se candidatar à Presidência da República em 1930, Getúlio Vargas foi deputado estadual, deputado federal, ministro das Finanças e governador do Rio Grande do Sul.

5) Getúlio não era uma pessoa muito religiosa. Pelo contrário. Considerava o cristianismo “contra a natureza humana”, e afirmava ser ele “inimigo da civilização”.

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6) Em 1942, na Segunda Guerra Mundial, decidiu apoiar os Aliados (Estados Unidos, Inglaterra e França) contra o Eixo (formado pela Alemanha nazista de Hitler, Itália e Japão). Em troca do apoio, conseguiu que os norte-americanos financiassem a construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda.

7) Getúlio não era uma pessoa muito religiosa. Pelo contrário. Considerava o cristianismo “contra a natureza humana”, e afirmava ser ele “inimigo da civilização”.

8)O governo de Getúlio entregou a militante política judia Olga Benário ao regime nazista. Foi também responsável pela perseguição de diversos intelectuais, entre eles Monteiro Lobato e Graciliano Ramos.

9)As últimas palavras de Getúlio foram, em carta suicida: “…e saio da vida para entrar na história”.

10) A morte súbita de Getúlio provocou grande comoção nacional. O velório foi realizado no Rio de Janeiro, então capital federal, e o enterro, em São Borja. A população formou uma longa fila para se despedir do presidente. Houve choro, convulsões, desmaios e tumultos. Calcula-se em mais de 100 mil o número de pessoas que acompanhou o velório.

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Os prós e contras da militarização da polícia no Brasil

Em nossa ultima aula , tivemos um debate bem produtivo, no qual o enfoque era sobre países em que a policia nada armada e outros em que ela não anda .E vimos que no Brasil a policia obteve a policia recebeu um treinamento militar do exercito , ou seja uma policia que foi basicamente preparada para guerras , mas na verdade lida com pessoas que precisam de outro tipo de preparo.

Temo índices altíssimos de mortes por despreparo da policia, onde policiais em suas rondas matam, por confundirem um bandido , por cor e preconceito.

“A militarização significa que a Polícia Militar é treinada para enfrentar um inimigo, uma batalha”, destacou o advogado Alexandre Ciconello.

 

Portanto não defendemos nenhum lado, mostramos apenas alguns dados interessantes se a desmilitarização acontecesse no Brasil também , e mostramos isso com alguns argumentos

A sociedade reclama do tratamento brutal da polícia, mas insiste em dar treinamento militar aos policiais, reforçando neles, a todo momento, os valores de disciplina e hierarquia, quando deveria ensiná-los a importância do respeito ao Direito e à cidadania. Se um policial militar foi condicionado a respeitar seus superiores sem contestá-los, como exigir dele que não prenda por “desacato à autoridade” um civil que “ousou” exigir seus direitos durante uma abordagem policial? Se queremos uma polícia que trate suspeitos e criminosos como cidadãos, é preciso que o policial também seja treinado e tratado como civil (que, ao pé da letra, significa justamente ser cidadão).

 

O treinamento militarizado da polícia brasileira se reflete em seu número de homicídios. A Polícia Militar de São Paulo mata quase nove vezes mais do que todas as polícias dos EUA, que são formadas exclusivamente por civis. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo divulgado em julho deste ano, “de 2006 a 2010, 2.262 pessoas foram mortas após supostos confrontos com PMs paulistas. Nos EUA, no mesmo período, conforme dados do FBI, foram 1.963 ‘homicídios justificados’, o equivalente às resistências seguidas de morte registradas no estado de São Paulo”.Neste estado, são 5,51 mortos pela polícia a cada 100 mil habitantes, enquanto o índice dos EUA é de 0,63 . Uma diferença bastante significativa, mas que, obviamente, não pode ser explicada exclusivamente pela militarização da nossa polícia. Não obstante outros fatores que precisam ser levados em conta, é certo, porém, que o treinamento e a filosofia militar da PM brasileira são responsáveis por boa parte desses homicídios.

 

As vantagens de uma polícia exclusivamente civil são muitas e, se somadas, a unificação das polícias ostensiva e investigativa em uma única corporação de ciclo completo só traz benefícios para os policiais, em termos de uma carreira mais atrativa, e aos cidadãos, com um policiamento único e mais funcional. No Brasil, tramita no Senado da República a Proposta de Emenda à Constituição nº 102/2011, de autoria do senador Blairo Maggi (PR/MT), que, se aprovada, permitirá aos estados unificarem suas polícias em uma única corporação civil de âmbito estadual, representando um avanço imensurável na política de segurança pública brasileira, além de uma melhor aplicação do dinheiro público, que não mais terá que sustentar duas infraestruturas policiais distintas e, algumas vezes, até mesmo concorrentes.

https://berakash.blogspot.com.br/2017/02/os-pros-e-contras-dos-especialistas.html

Hollywood conta a história das mulheres negras que ajudaram o primeiro norte-americano a ir à Lua

 

x                                          A matemática Katherine Johnson na NASA.

Quando o presidente Barack Obama mencionou num discurso no ano passado que as mulheres negras haviam participado de todos os grandes momentos da história do seu país, a primeira coisa que veio à mente de muita gente foram os movimentos pelos direitos civis a igualdade salarial das mulheres e o sufrágio feminino. Poucos pensaram na chegada do homem à Lua. Mas é isso que o filmHidden Figures (figuras ocultas) pretende mostrar. Baseado no livro homônimo, o longa conta a história de três cientistas afro-americanas que trabalharam para o programa espacial da NASA nos anos cinquenta e sessenta.

Uma delas, a matemática Katherine Johnson, foi a responsável por calcular a trajetória da viagem que fez de Alan Shepard o primeiro norte-americano a viajar ao espaço, em 1961, e, um ano depois, da que levou John Glenn a ser o primeiro homem a entrar na órbita da Terra. Naquela década, Johnson também colaborou com as diversas missões Apollo que deixaram a pegada humana na Lua.

Johnson, junto com Mary Jackson e Dorothy Vaughan, pertencia ao grupo de matemáticas, apelidadas de computadores, especializadas em fazer os cálculos essenciais para todas as operações espaciais. Interpretadas respectivamente por Taraji P. Henson (ganhadora de um Globo de Ouro por sua atuação na série Empire), pela cantora Janelle Monáe e por Octavia Spencer (melhor atriz de 2012 por The Help), as cientistas podem entrar, décadas depois, em outra corrida: a do Oscar de 2017.

Protagonistas de um filme de Hollywood, as três matemáticas eram até agora apenas coadjuvantes nos livros de história. Johnson, 97 anos, aprendeu a ler aos 4 e com 15 entrou na universidade. Formou-se três anos depois, mas suas opções profissionais estavam limitadas pelas leis de segregação racial da época. “Na época eu só podia ser professora ou enfermeira”, recordou numa entrevista. Mas ela acabou superando todas as barreiras profissionais, raciais e de gênero que poderiam ter impedido seu avanço. Sua entrada na NASA coincidiu com a abertura da agência a postos de trabalho para mulheres, pela escassez de engenheiros após a Segunda Guerra Mundial.

“Sempre que temos uma oportunidade de progredir decidem mexer na linha de chegada”, diz no filme a personagem Mary Jackson, outra dos computadores. A trajetória das três mulheres é um relato do caminho percorrido desde então pelos EUA. Na Virgínia, onde ficava a sede da NASA, vigoravam as leis segregacionistas de Jim Crow. O filme recorda um incidente em que as três mulheres são paradas na estrada pela polícia quando iam para o trabalho, e o agente não acredita que a NASA contrate mulheres negras. Em outra, Johnson é confundida com a faxineira ao entrar na sala de engenheiros.

Jackson trabalhou inicialmente como matemática, mas depois atuou como engenheira aeroespacial, nas experiências com túnel de vento e simuladores de voo da NASA. Vaughan, outra professora de matemática que acabaria dirigindo a equipe, permaneceu na ativa até a década de 1970. Foi a supervisora que recomendou a Johnson que entrasse para a divisão aeroespacial.

As três representam a intercessão, num momento histórico para o seu país, dos movimentos pelos direitos civis das minorias raciais e pela igualdade das mulheres, no marco da Guerra Fria e da corrida espacial contra Moscou. Em 2015, Obama concedeu a Johnson a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração civil do país, destacando a contribuição de dezenas de mulheres que, como ela, ajudaram os Estados Unidos a vencerem o desafio de enviar ao primeiro ser humano ao espaço.

Referências:

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/09/ciencia/1473440241_066243.html

Com o perdão da palavra

Raphael Sales é cantautor de Contagem. Nascido em BH, mas criado na Cidade Industrial, iniciou sua trajetória na música autoral em 2006. De lá pra cá exerceu as profissões de vendedor, operário e professor de história. Atualmente trabalha com música e poesia na Rede de Saúde Mental de Belo Horizonte. Raphael Sales participa das bandas Batucanto e Pedra Púrpura e já realizou trabalhos na área do teatro, literatura e narração de histórias.

Durante a 11ª Semana de Cultura Afro-brasileira e Africana, Raphael fez uma apresentação, intitulada Com o perdão da palavra, com seu repertório de músicas que tratam de temas como sua infância, a vida de trabalhadores nas fábricas, de como é a vida de um negro, etc.

Em uma de suas composições, Raphael fala do sentimento de uma pessoa negra em relação à sociedade que o impede de fazer coisas normais em função da sua cor de pele. “Quebra o amuleto de marfim, dói Joga o meu corpo no cupim, dói Me bate por não rezar latim, dói ” é um trecho da música Escravo. Ele mostra como é impedido de de praticar sua crença e é punido por isso.

Raphael Sales

Referências: https://www.facebook.com/Raphael-Sales-788701861265641/

 

Campo da Ciência pós Guerra Fria

Havia uma expectativa de um processo de mudança em que pudesse formar os jovens,  preparando-os para a vida numa sociedade tecnológica, é o que vai ser de diferente em um mundo pós guerra mas sobretudo preparar bem aqueles que iriam para as universidades, e conquistando um modo em que não houve diferenças entre a educação secundária e a educação superior. Contudo, se entendia que, se até então pôde-se alimentar a ciência americana a partir da “importação de cérebros”, garantidos pelas guerras e perseguições que por sua vez politicas, sendo o Estados Unidos  o principal beneficiário, e ainda com o contexto da guerra fria e ainda na esteira do macarthismo (anos 1950 e 1960), tem-se que a América precisava produzir seus próprios cientistas, e que a ciência se tornasse um valor também cultuado pelo povo,assim como acontecia na
União Soviética. Os progressos científicos americanos dos anos 1960
e 1970, especialmente no que se convencionou chamar “corrida espacial”, teriam sido resultado dessas mudanças operadas e não diretamente na educação secundária que não teria dado tempo para causar tais consequência, a  legitimação, orientação da educação geral, de que devem ter-se beneficiado universidades, laboratórios e pesquisadores, e o próprio programa espacial que espalhou pela sociedade inteira.Uma vez que nos Estados Unidos, os setores público e privado têm uma certa integração,apesar do que se pensa por aqui, pois o setor público é um dos maiores consumidores de produtos do setor privado, de modo que os projetos estratégicos do governo influenciava nas  demandas
para o setor privado e esse demandava das universidades e centros de pesquisa respostas tecnológicas,criando-se um círculo virtuoso que se expandiu para toda sociedade. Tais conquistas tecnológicas, não só ampliou o grau de legitimação social para os programas do governo, como o “espacial”, como também as reformas educacionais, além de mudar totalmente o mercado de consumo interno dos EUA.

 

Referência bibliográfica:

https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/view/1841

Fatos impressionantes sobre a Guerra Fria

A Guerra Fria começou pouco após o término da Segunda Guerra Mundial e foi somente acabar em 1989, tendo como símbolo a queda do Muro de Berlim, entretanto, foram tantas pressões, intrigas e a iminência de uma guerra nuclear, que muitos fatos no mínimo curiosos surgiram.

O terceiro mundo

terceiro mundo

Essa expressão surgiu para designar os países que não estavam alinhados nem com os EUA e nem com a URSS; aqueles aliados aos EUA eram chamados de primeiro mundo, enquanto que os aliados à URSS, segundo mundo.

A bomba Tsar

bomba Tsar

Ela foi a maior ogiva nuclear já detonada quando foi explodida no Ártico, sua nuvem era tão grande que ultrapassou o Monte Everest sete vezes.

Quase guerra nuclear

Stanislav PEtrov

Que a Guerra fria teve diversos momentos que quase eclodiram em uma guerra nuclear, nós já sabemos, mas um deles chama a atenção: em 1983, um computador soviético detectou um ataque nuclear por parte dos EUA, entretanto, o Coronel Stanislav Petrov ignorou os dados emitidos pelo computador, ainda bem, pois isso evitou um holocausto nuclear, já que o computador havia sofrido uma falha no sistema e salvou milhares de vidas.

Cidades privadas

cidade privada

Na URSS, existiam diversas cidades proibidas para estrangeiros e até para cidadãos soviéticos, eram cidades exclusivas para uso militar. O curioso é que algumas delas ainda estão do mesmo jeito.

Tentativa de assassinato

Fidel

De acordo com Fabian Escalante, o segurança mais próximo de Fidel Castro, a CIA tentou matar o ditador de Cuba 638 vezes, para isso, utilizou até mesmo ajuda da máfia. Fidel até mesmo disse que se escapar dos assassinatos fosse um esporte olímpico ele teria ganho diversas medalhas de ouro.

Sirene de ataque aéreo

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Como você deve ter imaginado, essas sirenes serviam para alertar sobre um ataque aéreo, até aí tudo bem, mas a maior delas tinha pouco mais de 3,5 metros e era tão poderosa que, segundo rumores, poderia transformar névoa em chuva.

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.acreditanisso.com.br/os-fatos-mais-impressionantes-da-guerra-fria

 

Resenha do documentário “Homo Sapiens 1900”

O documentário “Homo Sapiens 1900” é dirigido pelo sueco Peter Cohen. Ele aborda um tema polêmico: a eugenia usada com fins negativos e as teorias de limpeza racial que deram origem ao Nazismo. Cohen critica principalmente o Nazismo e o Stalinismo pelo uso negativo que fizeram da eugenia. Ambos os regimes recorreram à eugenia para criar um aperfeiçoamento da raça humana e criação de um novo homem. A Alemanha nazista buscava esse aperfeiçoamento na limpeza racial que passava pelo corpo, buscava a beleza e a perfeição física nos moldes que deveriam construir o super-homem ariano, nos quais foram retomados os conceitos gregos antigos de perfeição. Já na União Soviética stalinista, a eugenia tinha como alvo o cérebro e o intelecto, também com vistas à criação de um novo homem idealizado.
O documentário foi baseado em extensa pesquisa de fotos, entrevistas, documentos e cenas raras de arquivo. Cohen discute a utilização dos conceitos darwinistas – onde só os mais aptos sobrevivem – que são utilizados pelos fascistas para se justificarem das atrocidades cometidas pelos próprios como a manipulação biológica como arma para eliminar todos (judeus, ciganos, deficientes físicos e mentais, inclusive recém-nascidos) que não se adaptam ao padrão ideal fascista.
O filme mostra cenas em que recém-nascidos que não pertencem ao padrão exigido são abandonados à própria sorte. São mostradas também as casas em que os nazistas utilizavam não só para abrigar mulheres que dariam à luz a alemães puros como também um refúgio para que houvesse um cruzamento sexual para a reprodução de mais homens perfeitos, o que entrava em choque com o conceito de família que estava na base do regime. Além das instituições que na época funcionavam como “lar” para pessoas com deficiências físicas e ou mentais que acabavam morrendo misteriosamente por não corresponderem às expectativas do regime.

 

Getúlio Vargas por Santayana e Samuel Pinheiro e algumas fotos sobre a morte de Vargas

Campanha de Getúlio Vargas para as eleições presidenciais de 1950 no estado do Rio de Janeiro, entre 9 ago e 30 set 1950.
Campanha de Getúlio Vargas para as eleições presidenciais de 1950 no estado do Rio de Janeiro, entre 9 ago e 30 set 1950.

“58 anos sem Getúlio Vargas” foi o tema do programa Contracorrente, da TV Cidade Livre de Brasília, no qual o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães , ex-Ministro de Assuntos Estratégicos do Governo Lula e o Jornalista Mauro Santayanna refletiram sobre o papel histórico do mandatário que nos deixou num dia  24 de agosto.

Para Samuel Pinheiro Guimarães uma das provas de que houve permanentemente uma preocupação dos setores dominantes em desconstruir a imagem da popularidade de Vargas é a rara divulgação das fotos sobre a gigantesca marcha de milhões de brasileiros no Rio de Janeiro que levou o corpo do ex-mandatário do Palácio do Catete até o aeroporto Santos Dumont.

“Houve sempre uma conspiração dos segmentos oligárquicos da sociedade, entre eles os da mídia, para que fosse totalmente apagada e adulterada a imagem real de Vargas como um presidente apoiado fortemente pelas massas populares”declarou.

Santayanna,  que estava presente nesta  imensa manifestação relatou que os militares ligados à Aeronautica,  maior protagonista operativo da conspiração para derrubar Vargas,  atiraram diversas vezes contra a multidão para intimidá-la.

“Primeiro, eram tiros de festim, depois balas de verdade. Lembro que um trabalhador negro que caminhava ao meu lado, com a capa do jornal Última Hora no peito, levou um tiro e morreu na hora. Apesar disso, a marcha continuou, e o corpo  de Vargas  foi levado até o aeroporto para ser embarcado para São Borja” disse.

Milhões de brasileiros no cortejo fúnebre do corpo de Getúlio Vargas

Santayanna também revelou ao Programa Contracorrente que, no dia 12 de agosto, portanto 12 dias antes da morte de Vargas, o presidente foi a Belo Horizonte para inaugurar as instalações da Manesmann, oportunidade em que Juscelino Kubstchek,  então governador mineiro, e  Tancredo Neves, então Ministro da Justiça, tentaram propor a Getúlio uma manobra de resistência ao golpe de direita que já estava em marcha.

“JK e Tancredo propuseram a Vargas transferir a  capital para Belo Horizonte e a partir dali organizar uma resistência livre da pressão da República do Galeão, onde a Aeronáutica comandava articulações para exigir a deposição do presidente. JK  me confidenciou ter sentido Vargas já meio resignado e, aos 71 anos de idade,   sem disposição para uma luta de resistência”  relatou.

Certidão de óbito de Getulio Vargas emitida em 2 de fevereiro de 1965.  (CPDOC/GV rem.s. 1899.02.01) Obs de JuRicardo - certidão emitida em 1965? Não entendi...bem o site é da FGV...
Certidão de óbito de Getulio Vargas emitida em 2 de fevereiro de 1965. 
Adeus Getúlio
Jornal da época anunciando a Morte de Getúlio Vargas